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Piscicultura

Como decidir qual o melhor tanque para peixe? Descubra aqui!

tanque para peixe

Antes de entrar para o mundo da piscicultura, é fundamental estar ciente das variadas formas como um organismo aquático pode ser tratado e da importância da escolha de um bom tanque para peixe.

Neste artigo, você vai ficar sabendo como essa escolha deve ser minuciosa e bastante estudada antes da tomada de decisão, pois envolve uma série de fatores, que vão desde o tipo de peixe a ser criado, até o formato, tamanho e materiais a serem usados na construção do tanque. Se você também quer aprender mais a respeito do assunto, não perca tempo: mergulhe na leitura agora mesmo!

Qual a importância da escolha do tanque para peixe?

Escolher um bom tanque para peixe não é tarefa simples. Diversos pontos devem ser considerados pelo piscicultor na hora de tomar sua decisão.

O mais importante é pensar se ele vai facilitar as operações de manejo necessárias no processo produtivo. Ou seja, ao observar quais são as operações corriqueiras do dia a dia da criação de peixes, o piscicultor precisa se perguntar de que forma o tanque em questão vai se comportar: trará facilidades ou dificuldades à atividade?

Alguns pontos essenciais para auxiliá-lo na escolha são:

  •  facilidade de limpeza;
  •  impacto e estresse na captura;
  • particularidades da alimentação;
  •  controle das condições ambientais;
  • manutenção da qualidade da água;
  • remoção de sólidos ou restos de alimentos e fezes.

Praticidade na hora da venda

Todos os fatores mencionados acima são decisivos para o negócio progredir. Mas é preciso pensar além, fazendo até mesmo uma “previsão do futuro”, dentro do possível, é claro!

Quando o processo de criação dos peixes termina, é necessário estar preparado para o que vem pela frente. Isso significa ter praticidade para tirar o peixe de dentro da água, ou melhor, separar a água do peixe para facilitar a captura e minimizar o estresse a fim de entregá-lo para venda.

Geralmente, os caminhões que buscam os peixes nas propriedades e os transportam para as plantas processadoras trabalham com hora marcada. Por isso, a agilidade na colheita também deve ser considerada durante a escolha do tipo e tamanho do tanque.

Um exemplo prático: imagine montar uma unidade de produção em que é possível colher 100 toneladas de peixe, mas a capacidade de transporte da região é de apenas 30 toneladas. O resultado desse planejamento mal-elaborado é que o produtor realizará uma colheita parcial, correndo o risco de estressar e até mesmo machucar os animais dentro do tanque, o que pode ser a porta de entrada para organismos capazes de causar doenças.

Devemos, então, dimensionar os tanques para que, uma vez iniciada a colheita, essa tarefa vá até o fim, retirando todos os peixes da unidade de produção com agilidade e rapidez para minimizar lesões, estresse e a perda de escamas.

A consequência disso é sentida no bolso, já que o preço do pescado no mercado é afetado. Ou seja, todo o investimento vai — perdão pelo trocadilho — por água abaixo.

Redução de custos

Escolher um bom tanque para peixe também ajuda a reduzir os custos e os impactos ambientais. Uma pesquisa realizada pela Universidade do Estado da Bahia analisou o impacto da larvicultura de tilápia em ambientes sem controle e proteção, no quais foi observada a presença abundante de larvas de insetos na água dos viveiros. Os resultados foram arrasadores, com níveis de mortandade de até 76% das larvas dos peixes alojados em um viveiro num período de apenas 30 dias.

Em tanques abrigados e protegidos, isso dificilmente aconteceria, pois a instalação deles no interior do viniarco® granjAquática permite maior controle sobre a produção. É possível evitar o acesso e o contato de insetos, animais silvestres, vetores de doenças e infestações e até de predadores, mesmo aqueles com apenas alguns milímetros de comprimento. Como resultado, a unidade de produção se torna mais eficiente e produtiva.

Menos antibióticos

Para garantir a segurança da produção de peixes, é preciso evitar infecções e micro-organismos maléficos na sua área de criação. É comum o uso indiscriminado de antibióticos por parte de alguns produtores, com o objetivo de evitar que essas infecções tomem conta do ambiente.

No entanto, esse tipo de prática também tem efeitos negativos sobre os peixes e a natureza. Em uma tese de doutorado do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA), da Universidade Federal de São Paulo (USP), ficou constatado que o uso de antibióticos em excesso pode contaminar o meio ambiente e facilitar o surgimento de cepas de bactérias resistentes.

Algumas dessas bactérias podem até mesmo trazer prejuízos para a saúde humana. Portanto, os tanques devem se comportar como aliados para evitar que isso ocorra, já que é muito mais fácil a prevenção do que a remediação. Assim, a limpeza do ambiente de produção feito de materiais como a lona de PVC, por exemplo, é muito mais prática e eficiente do que higienizar viveiros escavados.

Quais são os tipos de tanque para peixe?

O piscicultor conta com algumas opções na hora de escolher seu tanque para peixe. Confira!

Tanques e viveiros de terra

Os tanques e/ou viveiros de terra são considerados os modelos mais “naturais” e próximos das condições encontradas no habitat dos peixes. Sempre que forem construídos diretamente na terra, devem ter formato retangular, quadrado ou circular para que o manejo e a limpeza sejam facilitados.

No entanto, algumas espécies de peixe se adaptam melhor a tanques circulares, pois simulam o movimento das águas de forma mais próxima ao seu habitat. Eles também chamados de tanques infinitos, pois o hábito de se agregarem em cardumes e de nadar em círculos faz com que os peixes nunca encontrem o fim desse espaço.

Tanques e viveiros de alvenaria

Os tanques feitos com alvenaria, cimento, argamassa armada ou concreto são uma espécie de “evolução” do tanque de terra. Podem também apresentar fundo natural, em terra, porém as paredes laterais são revestidas de alvenaria, o que torna sua manutenção e operação mais simples e sua duração maior do que o modelo de terra.

Tanques de lona de PVC

Os tanques de lona de PVC são os mais práticos, pois permitem limpeza e higienização simplificados. A aeração — processo que incorpora o oxigênio do ar na água, evitando a produção e o acúmulo de gases tóxicos no ambiente aquático que podem colocar em risco a vida dos peixes — realizada nesses tanques costuma trazer segurança para o processo produtivo e resultados mais rápidos para os piscicultores. Tilápias, pirarucus e pacus costumam se dar bem nesse tipo de tanque.

Como escolher o tanque para peixe ideal?

Tudo começa com a escolha do tipo de peixe a ser alojado e produzido, além do volume desejado. A partir daí o produtor “monta o quebra-cabeça” e define o formato e o tipo de tanque preferido, bem como a profundidade e as formas de controlar as condições da água, além da segurança do ambiente de produção.

Formato

Sabe-se que o formato circular, aliado a um sistema alimentar intensivo, com altas densidades de estocagem e intensa circulação e renovação de água nos tanques e/ou viveiros, é o mais indicado para a criação de trutas, lambaris, matrinxãs, tilápias, bagres, panga e pirarucus. Entretanto, outras espécies não se adaptam tão bem a esse formato de tanque e modelo de produção.

Já os retangulares e quadrados são os mais recomendados à produção de organismos aquáticos em ambiente protegido com pouca ou nenhuma renovação de água, chamado de bioflocos, assunto a ser aprofundado em outro artigo.

Profundidade

Recomenda-se que os tanques e viveiros de produção de organismos aquáticos apresentem entre 0,80 e 4,00 m de profundidade. Outra variável importante é a definição de quais espécies serão cultivadas — por serem maiores, algumas necessitam de mais espaço.

Manejo dos peixes

Outra questão importantíssima no momento de definir qual é o modelo de tanque ou viveiro mais apropriado para a produção de determinada espécie de peixe ou organismo aquático é o manejo a ser adotado. Ainda deve-se considerar que, dependendo da espécie, o manejo deve ser realizado de uma forma específica.

Entretanto, há mais detalhes que precisam ser levados em conta, sendo necessário muito estudo para chegar a uma conclusão mais precisa. Veja alguns outros pontos críticos na hora de definir qual tanque ou viveiro construir ou comprar:

  • espaço disponível para instalação do tanque ou viveiro;
  • qualidade da fonte e quantidade de água disponível na região;
  •  o método de produção de peixes a ser utilizado, entre outros.

Se você gostou do artigo e quer começar a sua produção com tanque para peixe, aproveite para conferir os produtos da Sansuy. Estamos prontos para ajudá-lo nessa importante decisão.

 

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