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4 espécies de tilápia mais comuns no Brasil

Modificado em: maio 31, 2023

As quatro principais espécies de tilápia são os tipos de peixe mais cultivados no Brasil — e a tendência é só aumentar. Segundo a Associação Brasileira de Piscicultura, em 2021, a cada 10 peixes cultivados, seis são tilápia.

Em termos globais, somos o quarto maior produtor, com cerca de 880 mil toneladas em 2021. No entanto, apesar do cenário favorável, é preciso conhecer as especificidades das espécies de tilápia, bem como o seu mercado e as melhores formas de cultivá-las.

Se você já está nesse mercado e precisa atualizar-se, ou pretende expandir os seus negócios para a tilapicultura, acompanhe este artigo. Boa leitura!

Estados que mais produzem tilápia no Brasil

Representando cerca de 60% de toda a piscicultura brasileira, as espécies de tilápia cultivadas em território brasileiro destacam-se nos seguintes locais, respectivamente:

  • Paraná – 166.00 toneladas;
  • São Paulo – 70.500 toneladas;
  • Minas Gerais – 42.100 toneladas;
  • Santa Catarina – 40.059 toneladas;
  • Mato Grosso do Sul – 29.090 toneladas.

Em média, 88% de toda essa produção é voltada para fins de exportação.

4 espécies de tilápia cultivadas no Brasil

No Brasil, a tilapicultura é centralizada em quatro espécies: a tilápia azul, a do Nilo, a Moçambique e a tilápia Zanzibar.

Vamos conhecer as características de cada uma delas, a seguir.

1. Tilápia Azul

Originalmente israelense, a tilápia Azul é uma espécie tolerante a temperaturas mais baixas, desde que o pH da sua água esteja em nível neutro. Com a coloração acinzentada, levemente puxada para o azul, tem a característica de algumas listras bem escuras em sentido vertical.

A grande vantagem da produção dessa espécie de tilápia é o seu rápido desenvolvimento e ganho de peso. Com cerca de apenas quatro meses de cultivo, você já consegue ter a maturidade do seu peixe.

Como dito, o ideal para o seu crescimento é que a água tenha o pH neutro. No entanto, em situações extremas ou de emergência no seu local de produção, ela suporta água de alta salinidade, desde que não seja em longo período nem um cenário recorrente.

2. Tilápia do Nilo

A Tilápia do Nilo é a que tem maior escala de produção no Brasil. Com origem no Rio Nilo, no Egito, ela tem coloração esverdeada com listras de cor escura bem acentuadas. Devido à sua facilidade de adaptação, ela foi facilmente criada em cativeiro, gerando um peixe de bom peso e de carne com sabor bem leve e de melhor rendimento de seus filés.

A maturidade dessa espécie de tilápia fica em torno de quatro a cinco meses, sendo um pouco menos tolerante à salinidade quando comparada à Tilápia Azul.

A alimentação da Tilápia do Nilo deve ser, preferencialmente, de fitoplâncton para gerar bons peixes adultos. Porém, ela também aceita pequenos vermes, larvas e insetos. Já a sua reprodução pode ser feita até seis vezes por ano, dependendo das condições em que vivem.

Outro destaque dessa espécie é que não somente a sua carne tem valor. O seu couro e até mesmo a sua carcaça são procurados no mercado para diferentes fins. Então, tudo é aproveitado.

3. Tilápia Moçambique

Outra espécie de tilápia cultivada no Brasil é a Moçambique. De origem sul-africana, de coloração clara e listras escuras no sentido de seu ventre, esse é um tipo com destaque pelo seu grande tamanho.

Também adaptável em águas de alta salinidade, a Tilápia Moçambique leva cerca de três a quatro meses para a sua maturação total. Porém, entre as quatro espécies, é a que tem menor quantidade de produção no território brasileiro.

Além disso, dá origem a um peixe de porte médio com alta capacidade de se adaptar em condições de temperaturas adversas. Cientificamente, ela recebe o nome de Oreochomis mossambicus.

4. Tilápia Zanzibar

Também de origem africana, a espécie de Tilápia Zanzibar se destaca pela beleza de suas nadadeiras coloridas, que variam entre as cores laranja e rosa e, às vezes, vermelha. Já o seu corpo, principalmente dos machos, tem a coloração bem escura, chegando à quase negra.

No entanto, é preciso cuidar de seu cativeiro, pois ela não tolera mudanças extremas e bruscas na temperatura da água.

O tempo de maturação da Zanzibar acontece entre o seu terceiro e quarto mês de vida. No mercado consumidor, ela tem um alto valor agregado e boa aceitação dos compradores. Além disso, é importante ficar de olho na alimentação, pois é uma espécie predominantemente onívora.

Locais adequados para se criar espécies de tilápia

Apesar de cultivo mais fácil do que outras espécies e de alta procura no mercado, é preciso tomar cuidado com os locais de produção da sua tilápia. Isso porque algumas toleram mudanças de temperatura e condições da água, mas isso não quer dizer que seja o melhor para elas.

De modo geral, os locais ideias para a criação e para o monitoramento dessas quatro espécies de tilápia são:

  • tanques suspenso;
  • tanques escavados;
  • sistemas de recirculação de água;
  • sistemas de tanque-rede (em açudes ou represas).

Normas para criar tilápia

Antes de começar a sua produção, é preciso regulamentar-se nessa atividade. Para a criação de tilapicultura, você precisa de:

  • autorização para usar a água onde as tilápias serão cultivadas (autorização feita pela Gerência Nacional de Patrimônio da União, ou GRPU);
  • registro de Agricultor junto ao Ministério da Agricultura;
  • licença do Sema (Secretaria Estadual de Meio Ambiente).

Taxa de mortalidade da tilápia

Ter em mente uma taxa de mortalidade média ajudará a planejar o seu cultivo e as suas vendas. No caso das tilápias, esse índice fica entre 5% e 10%. Tal cenário pode ser causado por:

  • mudanças na qualidade da água;
  • mudanças bruscas na temperatura da água;
  • alteração brusca na alimentação;
  • manejo na criação;
  • mudança de cativeiro;
  • falta de telas contra pássaros;
  • presença de enfermidades e alguns parasitas.

Como vimos, a criação das diferentes espécies de tilápia é bastante valorizada e promissora no Brasil. No entanto, é importante que conte com os recursos necessários, desde o local para cativeiro até os equipamentos indispensáveis para alimentação e monitoramento da qualidade da água.

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