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Aquicultura: o que é e quais são as melhores práticas

Modificado em: maio 31, 2023

Atividades de produção e criação aquáticas integram um mercado muito lucrativo e acessível, podendo ser desenvolvidas em diversas áreas do Brasil e com estruturas de portes variados.

A aquicultura é, entre elas, uma das principais, justamente por ser a mais ampla e conseguir abranger inúmeros tipos de organismos. Esse ramo conta com técnicas de manejo, cultivo e produção diferenciadas e bem específicas.

A seguir, você vai entender mais sobre a aquicultura e o que faz dela uma das atividades mais lucrativas do país. Além disso, você perceberá também quais são as suas diferenças em relação à piscicultura. Confira!

A aquicultura e os detalhes dessa atividade

Cortado por mares, lagoas e rios, o território brasileiro é altamente favorável à aquicultura, principalmente pelos diferentes tipos de água, entre doces e salgadas. Essa atividade abrange a criação de qualquer organismo de desenvolvimento aquático, ou seja, qualquer espécie que tenha todo o seu ciclo realizado dentro de ambientes naturais ou, até mesmo, artificiais.

É comum que haja uma associação direta da aquicultura com a pesca ou a criação de peixes em cativeiro, o que é algo realmente concreto. No entanto, a atividade é muito mais ampla, já que abrange toda e qualquer espécie que vive em mares, rios e lagoas. Seja para fins culinários ou na exploração como matéria-prima, a lista de criaturas presentes na aquicultura é muito vasta.

Em destaque, considerando os diferentes mercados, podemos listar algumas das principais, como:

  • criação de peixes (água doce ou salgada);
  • algocultura (algas);
  • ranicultura (rãs);
  • criação de jacarés;
  • carcinicultura (camarão);
  • malacocultura (moluscos, ostras, mexilhões, caramujos e vieiras).

Bastante abrangente, é fácil entender por que a aquicultura é tão democrática. É natural que cada uma dessas espécies tenha exigências próprias de desenvolvimento, o que significa que elas crescem melhor em regiões distintas, devido à temperatura, em tipos diferentes de água e com necessidades específicas de alimentação.

Essa diversidade faz com que a aquicultura, dentro de sua ótima variedade de espécies, seja acessível a produtores de diferentes regiões do país — e com capacidades distintas de investimento. Desde grandes produtores a pequenos empreendedores, muitos podem iniciar uma nova atividade em uma das categorias de espécies que a aquicultura abrange.

As diferenças da piscicultura para a aquicultura

O entendimento sobre o que é a aquicultura já ajuda a começar a entender a diferença dessa atividade para a piscicultura. Enquanto a primeira abrange todos os tipos de espécies aquáticas, independentemente de viverem em água doce ou salgada, a piscicultura é uma atividade focada na criação, desenvolvimento e comércio de peixes.

Assim, podemos, até mesmo, entender que a piscicultura é parte da aquicultura, já que essa segunda é mais ampla e também abrange os peixes. Nessa compreensão, fica também mais fácil perceber que, por mais que estejam diretamente ligadas, as duas produções são bastante diferentes.

Complexidade

Cada tipo de produção tem sua complexidade específica, o que depende diretamente das espécies que estão sendo cultivadas na atividade. Analisando de forma ampla, é indiscutível que a aquicultura tem uma estruturação muito mais repleta de espécies, cada uma com suas particularidades e necessidades de desenvolvimento.

No entanto, é importante ressaltar que nem sempre os aquicultores investem em todas as atividades possíveis que a categoria abrange. Uma escolha como essa demandaria muito investimento e uma operação ampla e altamente detalhada. A piscicultura é mais simples, ainda que as especificidades de cada espécie de peixe exijam diferentes cuidados no manejo e criação.

Mercado

Há também uma diferença importante em relação aos mercados possibilitados pela aquicultura e pela piscicultura. O primeiro modelo foca na criação de organismos aquáticos diversos e engloba segmentos variados, não se limitando à culinária.

Já no caso da aquicultura, o desenvolvimento de determinadas espécies é importante para manter estoques silvestres abastecidos, perpetuando tipos de organismos diversificados. As atividades nesse segmento, portanto, são altamente lucrativas e rentáveis a longo prazo.

Desafios

Quanto aos desafios das duas atividades, esse talvez seja o fator que mais as aproxima, já que a questão é simples: cada espécie tem as suas necessidades específicas, independentemente se são peixes, algas, crustáceos ou outras. Cabe aos criadores entenderem a fundo quais são essas particularidades, para, então, saberem como cumpri-las.

Infraestrutura

Diferentes criações também exigem infraestruturas específicas, visto que esse é um ponto essencial para o desenvolvimento adequado das espécies. Ainda que as criações sejam feitas diretamente nos mares, rios e lagoas, restringir a circulação das espécies, por exemplo, é algo que demanda a estruturação do ambiente ideal.

Já as criações externas, realizadas em tanques e escavações com lonas (mantas), têm necessidades ainda maiores, indo além apenas do espaço físico. Bombas e aeradores são alguns dos mecanismos essenciais para a oxigenação, circulação de água e manutenção da qualidade do ambiente nesses locais.

A importância da aquicultura no Brasil

O Brasil já se destacou como o país com maior potencial para o desenvolvimento da pesca e aquicultura em todo o mundo. Mesmo diante das boas perspectivas, o segmento ainda passa por uma série de desafios para tornar as atividades mais sustentáveis, eficientes, competitivas, rentáveis e seguras.

De acordo com dados do Informativo de Comércio Exterior da Piscicultura, apresentados pela Embrapa Pesca e Aquicultura, no primeiro semestre de 2022, a exportação de produtos brasileiros superou em 100% a quantidade atingida no mesmo período de 2021.

O crescimento das exportações da aquicultura é consequência da venda de produtos de maior valor agregado, resultado também da profissionalização da cadeia produtiva e do aumento de crédito de fomento para a atividade.

Mesmo diante de um crescimento significativo, a prática da aquicultura não é tão simples quanto parece. Existem passos muito importantes que devem ser tomados antes de dar início ao seu cultivo. A seguir, veremos mais sobre isso.

Dicas para iniciar com a aquicultura

É fundamental estar preparado para aproveitar as tendências desse mercado e fazer um planejamento adequado para ter sucesso na produção. Isso envolve estar de acordo com os órgãos regulamentadores, o que garante uma comercialização totalmente legal.

Sem dúvidas, a aquicultura exige uma série de responsabilidades para quem deseja cultivar com qualidade, segurança e rentabilidade. Portanto, é fundamental escolher um local adequado, bons fornecedores e contar com uma rede de contatos com pessoas do ramo para se diferenciar.

Veja, a seguir, outras dicas essenciais para iniciar um negócio com a aquicultura da melhor forma!

Pesquisa de mercado

O primeiro passo é fazer uma pesquisa de mercado para conhecer a fundo quais são os peixes mais vendidos da sua região e quais apresentam possibilidade de exportação. Além disso, também é importante conhecer o comportamento dos consumidores, avaliando qual a sua preferência justamente para ter uma base segura de vendas.

O empreendedor ainda pode estudar a viabilidade econômica de inserir algumas espécies em seu local de cultivo. No entanto, cada uma vai necessitar de condições distintas para ter um bom rendimento.

Local apropriado

Também é essencial escolher um local apropriado onde será desenvolvido o projeto, com espaço suficiente para a instalação dos equipamentos. A área precisa ser grande o suficiente para acomodar com bem-estar o tamanho da criação.

Além disso, é interessante que o lugar seja estratégico para facilitar o escoamento dos produtos para o mercado consumidor. Você ainda deve ficar atento aos aspectos climáticos e topográficos do terreno, que podem facilitar ou dificultar o cultivo dos animais.

Alguns criadores dão preferência por investir na construção de lagos artificiais ou viveiros — até porque o ambiente influencia diretamente no sucesso do negócio e na qualidade do seu cultivo.

Escolha de fornecedores

Outra dica importante é em relação à escolha dos fornecedores e dos parceiros de serviços terceirizados, já que são eles que disponibilizam os insumos a preços competitivos.

A indicação é dar preferência a empresas reconhecidas que atuam com materiais de qualidade e que respeitam prazos e o cronograma de entrega. Com isso, as chances de o seu negócio sofrer prejuízos, tanto financeiros quanto de reputação, são reduzidas.

Networking

Sempre que possível, busque fazer contatos com pessoas experientes do ramo da aquicultura. Isso é ainda mais relevante caso você esteja iniciando a sua produção e ainda tenha muitas dúvidas sobre o funcionamento do negócio.

Os profissionais, além de compreender todas as partes do processo, também auxiliam na redução de diversos erros comuns que os iniciantes cometem. Outro benefício do networking é a possibilidade de ter futuros e promissores parceiros de trabalho na área.

Licença ambiental para operação

Qualquer pessoa que queira empreender com a aquicultura deve se organizar para conseguir uma licença ambiental para operação. Essa regulamentação é essencial para desenvolver práticas mais adequadas e realizar a atividade impactando o mínimo possível o meio ambiente.

Além de tudo, a licença ambiental é uma maneira de demonstrar, para os consumidores e o mercado como um todo, que o seu produto é oriundo de processos produtivos sustentáveis.

Assim como qualquer negócio, atuar no ramo da aquicultura requer alguns preparos e cuidados. Para aproveitar o crescimento desse segmento e se tornar um produtor de sucesso, tenha em mente que é necessário trocar informações com profissionais experientes, ter um local apropriado para desenvolver o trabalho, escolher bons fornecedores e considerar a preferência dos consumidores.

Gostou do conteúdo? Aproveite a visita e saiba quais são os cuidados necessários de biosseguridade na piscicultura!

a é outra atividade lucrativa e com alta demanda.

Uma das grandes questões que envolvem a produção aquática é justamente a confusão que é feita entre esses dois tipos de atividades. Por mais que nem sempre elas sejam diferenciadas, são categorias distintas, tanto no manejo e nas técnicas, como no produto que é cultivado. É fundamental se aprofundar nesse assunto para entender as diferentes áreas de atuação.

Neste post, falaremos mais sobre a aquicultura e como ela é uma das atividades mais lucrativas do país. Você perceberá também as diferenças para a piscicultura e porque é fundamental ter esse entendimento. Confira!

A aquicultura e os detalhes dessa atividade

Cortado por mares, lagoas e rios, o território brasileiro é altamente favorável à aquicultura, principalmente pelos diferentes tipos de água, entre doces e salgadas. Essa atividade abrange a criação de qualquer organismo de desenvolvimento aquático, ou seja, qualquer espécie que tenha todo o seu ciclo realizado dentro de ambientes naturais ou, até mesmo, artificiais.

É comum que haja uma associação direta da aquicultura com a pesca ou a criação de peixes em cativeiro, o que é algo realmente concreto. No entanto, a atividade é muito mais ampla, já que abrange toda e qualquer espécie que vive em mares, rios e lagoas. Seja para fins culinários ou na exploração como matéria-prima, a lista de criaturas presentes na aquicultura é muito vasta.

Em destaque, considerando os diferentes mercados, podemos listar algumas das principais, como:

  • peixes (água doce ou salgada);
  • algocultura (algas);
  • ranicultura (rãs);
  • criação de jacarés;
  • carcinicultura (camarão);
  • malacocultura (moluscos, ostras, mexilhões, caramujos e vieiras).

Tão abrangente, é fácil entender porque a aquicultura é tão democrática. É natural que cada uma dessas espécies tenha exigências de desenvolvimento específicas, o que significa que elas cresçam melhor em regiões distintas devido à temperatura, em tipos diferentes de água e com necessidades específicas de alimentação.

Essa diversidade faz com que a aquicultura, dentro de sua ótima variedade de espécies, seja acessível a produtores de diferentes regiões do país — e com capacidades distintas de investimento. Desde grandes produtores a pequenos empreendedores, muitos podem iniciar uma nova atividade em uma das categorias de espécies que a aquicultura abrange.

As diferenças da piscicultura para a aquicultura

aquicultura

O entendimento sobre o que é a aquicultura já ajuda a começar a entender a diferença dessa atividade para a piscicultura. Enquanto a primeira abrange todos os tipos de espécies aquáticas, independentemente de viverem em água doce ou salgada, a piscicultura é uma atividade focada na criação, desenvolvimento e comércio de peixes.

Assim, podemos, até mesmo, entender que a piscicultura é parte da aquicultura, já que essa segunda é mais ampla e também abrange os peixes. Nessa compreensão, fica também mais fácil perceber que, por mais que estejam diretamente ligadas, as duas produções são bastante diferentes.

Complexidade

Cada tipo de produção tem sua complexidade específica, o que depende diretamente das espécies que estão sendo cultivadas na atividade. Analisando de forma ampla, é indiscutível que a aquicultura tem uma estruturação muito mais repleta de espécies, cada uma com suas particularidades e necessidades de desenvolvimento.

No entanto, é importante ressaltar que nem sempre os aquicultores investem em todas as atividades possíveis que a categoria abrange. Uma escolha como essa demandaria muito investimentos e uma operação ampla e altamente detalhada. A piscicultura é mais simples, ainda que as especificidades de cada espécie de peixe exijam diferentes cuidados no manejo e criação.

Mercado

Há também uma diferença importante em relação aos mercados possibilitados pela aquicultura e pela piscicultura. A criação de organismos aquáticos diversos engloba diferentes segmentos, não se limitando à culinária, caso da piscicultura.

Muitas vezes, o desenvolvimento de determinadas espécies em aquicultura é importante para manter estoques silvestres abastecidos, perpetuando diversos tipos de organismos. Além disso, há também o foco em restauração de habitats, como é o caso da algocultura.

Desafios

Quanto aos desafios das duas atividades, esse talvez seja o fator que mais às aproxima, já que a questão é simples: cada espécie tem as suas necessidades específicas, independentemente se são peixes, algas, crustáceos, entre outros. Cabe aos criadores entenderem a fundo quais são essas particularidades, para, então, saberem como cumpri-las.

Infraestrutura

Diferentes criações também exigem infraestruturas específicas, já que esse é um ponto essencial para que as espécies se desenvolvam adequadamente. Ainda que as criações sejam feitas diretamente nos mares, rios e lagoas, restringir a circulação das espécies, por exemplo, é algo que demanda a estruturação do ambiente ideal.

Já as criações externas, realizadas em tanques e escavações com lonas (mantas), têm necessidades ainda maiores, indo além apenas do espaço físico. Bombas e aeradores são alguns dos mecanismos essenciais para a oxigenação, circulação de água e manutenção da qualidade do ambiente.

A atuação da Sansuy na oferta de infraestrutura para essas atividades

A Sansuy, há mais de 54 anos no mercado, é um fornecedor especialista em equipamentos e estruturas fundamentais para a criação de organismos aquáticos. Suas linhas de itens e acessórios são respeitadas entre os criadores, graças não só à qualidade ofertada, mas também ao suporte voltado ao produtor especializado.

Alguns dos produtos são grandes destaques no mercado, e, certamente, você já deve ter visto produtores usando a maioria deles. Confira alguns e a importância que eles podem ter na sua criação!

Viniarco

O Viniarco é um galpão em arco fabricado para ser sustentado por uma estrutura metálica. Ele é a cobertura ideal para criações de piscicultura de grande porte, trazendo a proteção e ambientação necessárias para a produção.

Vinitank

O Vinitank é o tanque circular para a produção externa de organismos aquáticos, podendo ser usado tanto na piscicultura quanto na aquicultura.

Vinimanta

A Vinimanta é uma geomembrana voltada para revestir o solo de tanques abertos de aquicultura em geral, funcionando como um grande bloqueador para perda de água.

A Sansuy ainda oferece uma séria de acessórios que podem ser de grande utilidade do profissional, como sacolas para transporte de peixes, capas de chuva e jardineira com bota acoplada entre outros que você pode encontra no e-commerce Loja Sansuy.

Com toda sua expertise, a Sansuy tem o que é necessário para produtores de pequeno, médio e grande porte construírem infraestruturas essenciais. Independentemente de aquicultura ou piscicultura, em ambas as categorias é fundamental construir ambientes que favoreçam o desenvolvimento de espécies.

Conheça um pouco mais os produtos da Sansuy dedicados ao aquanegócio!

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