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Como promover a sustentabilidade no agronegócio? Confira

Modificado em: junho 20, 2024

A necessidade de mudanças globais está impulsionando inovações voltadas para uma economia mais justa. Nesse contexto, a sustentabilidade no agronegócio surge com premissas e metas para o desenvolvimento das atividades econômicas em todo o mundo de forma mais harmoniosa com o meio ambiente.

Para isso, é preciso desenvolver programas que a promovam nas dimensões sociais, econômicas e ambientais e alinhar as diferentes peculiaridades da atividade agropecuária praticada no país. 

Para abordar esse tema com detalhes, neste artigo explicaremos o seu conceito, qual a importância da sustentabilidade no agronegócio, os seus pilares e como promovê-la no campo. Acompanhe!

O que é sustentabilidade no agronegócio?

O desenvolvimento sustentável no agronegócio pode ser definido como um modelo de produção que busca equilibrar os aspectos econômicos, sociais e ambientais na agricultura e pecuária.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o desenvolvimento sustentável é definido como aquele que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das futuras gerações de atenderem às suas próprias necessidades. Isso implica a necessidade de evitar ações que prejudiquem o nosso planeta, considerando os impactos de longo prazo.

Reconhecidas globalmente, a agricultura e a agroindústria brasileiras têm um papel vital na economia do país. Isso é evidenciado pelos dados do PIB de 2023, calculados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), que mostraram um crescimento de 23,8%.

Quais os pilares da sustentabilidade no agronegócio?

Agora que sabemos o que é agronegócio sustentável, detalharemos sobre seus pilares. Incluindo os aspectos Ambientais (Environmental), Sociais (Social) e de Governança (Governance), que representam o ESG, um conjunto de diretrizes e critérios adotados pelas empresas. A seguir, entenda com mais detalhes.

Environmental (Ambiental)

Abrange as exigências ambientais, como a gestão de resíduos, o uso de energias renováveis e materiais biodegradáveis, a redução do consumo de água, a limitação das emissões de carbono e a conformidade com políticas de combate ao desmatamento.

Além disso, ele retrata uma abordagem proativa em relação às mudanças climáticas e um melhor alinhamento com a conservação da biodiversidade.

Alguns exemplos dessa estratégia, quando aplicada para uma melhor sustentabilidade no agronegócio, são:

  • implementação de biodigestores;
  • diminuição das áreas desmatadas;
  • uso de melhoramento genético para selecionar animais que emitam menos metano;
  • promoção da conscientização sobre a gestão neutra de carbono;
  • aprimoramento dos sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF);
  • adoção de práticas mais rigorosas para o uso racional da água e utilização de energia limpa;
  • utilização de tecnologias de precisão para a diagnóstico precoce de mastite, a fim de diminuir o uso de antibióticos e garantir mais segurança e melhor qualidade do leite.

Social

Frequentemente analisado por investidores, o pilar social abrange diversos aspectos relacionados ao ambiente de trabalho, incluindo:

  • o bem-estar dos colaboradores, considerando os indicadores como a taxa de rotatividade, a competitividade salarial e a conformidade com as normas de segurança;
  • a diversidade e os efeitos sociais que a empresa provoca na região.

Essas ações refletem o compromisso e respeito aos direitos humanos, a segurança no ambiente de trabalho, o cumprimento das leis trabalhistas, a promoção da inclusão e da diversidade, e as políticas internas da organização.

Para a sustentabilidade no agronegócio, temos:

  • a profissionalização do setor por meio de programas de treinamento e capacitação;
  • o engajamento da empresa em projetos e causas sociais;
  • a oferta de infraestrutura habitacional adequada, garantindo alimentação, segurança e bem-estar dos funcionários;
  • a observância das legislações ambientais e trabalhistas;
  • a implementação de políticas de inclusão e diversidade.

Governance (Governança)

Relaciona aspectos como a transparência fiscal, a remuneração dos acionistas, o planejamento estratégico para a sucessão corporativa e a promoção de uma melhor sustentabilidade no agronegócio. Além disso, é possível formar comitês dedicados à avaliação de valores, gestão, riscos e rentabilidade da empresa, visando proporcionar mais confiança e estabilidade ao mercado.

Alguns exemplos são:

  • gestão de riscos;
  • cultura de conformidade (compliance);
  • medidas preventivas contra corrupção;
  • realização regular de auditorias;
  • rastreabilidade de animais;
  • clareza na gestão das organizações;
  • rigorosa adesão às leis e regulamentos;
  • manejo consciente das finanças;
  • estabelecimento de protocolos de segurança.

Quais as práticas de sustentabilidade no agronegócio?

Separamos os principais pontos a serem considerados para melhorar a sustentabilidade na agricultura e pecuária. Veja abaixo.

Agricultura agroecológica

A agroecologia representa um modelo alternativo de agricultura que se fundamenta na integração e aplicação de princípios ecológicos e sustentáveis na produção de alimentos.

Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), “a agroecologia contribui para promover a produção de alimentos e a segurança alimentar e nutricional.”

Ao mesmo tempo, restaura os serviços ecossistêmicos e a biodiversidade, elementos essenciais para a prática da agricultura sustentável.

Manejo sustentável do solo e da água

O manejo sustentável do solo se refere à adoção de práticas de manejo conservacionistas destinadas a preservar a qualidade e a saúde do solo. Essas práticas asseguram que o terreno desempenhe adequadamente suas funções.

Entre as práticas mais comuns, podemos destacar o suporte ao crescimento das plantas, a regulação do fluxo de água, a ciclagem de nutrientes, o fornecimento de habitat para a biodiversidade, o sequestro de carbono, entre outros.

Biodiversidade e controle natural de pragas

Para enfrentar os desafios e alinhar uma produção mais eficiente, lucrativa e sustentável, é vital adotar abordagens estratégicas.

Nesse contexto, para os alinhamentos do agronegócio sustentável no Brasil, o controle natural de pragas, por meio da implementação do Manejo Integrado de Pragas (MIP), oferece resultados mais precisos e auxilia na prevenção de problemas de resistência de pragas. Esse desafio é cada vez mais comum decorrente do uso excessivo de defensivos químicos nas plantações.

O MIP apresenta diversos benefícios, como a preservação da produtividade nas plantações e a diminuição da dependência de defensivos químicos, que são aplicados apenas quando a infestação de pragas atinge níveis críticos.

Além disso, promove táticas mais precisas e abrangentes, que podem ser classificadas em:

  • controle biológico: envolve a utilização de inimigos naturais, como predadores, parasitas e patógenos, para diminuir a população de pragas;
  • controle comportamental: é uma técnica que utiliza substâncias, como feromônios, que alteram o comportamento das pragas;
  • controle cultural: consiste na implementação de práticas agrícolas que visam diminuir a incidência de pragas, como a escolha adequada do período de plantio e a remoção de plantas hospedeiras;
  • controle genético: implica a modificação genética dos insetos para alterar sua capacidade reprodutiva, um método conhecido como Técnica do Inseto Estéril (TIE);
  • controle químico: consiste na utilização de defensivos químicos por meio de diferentes técnicas de aplicação, visando a redução ou até mesmo a erradicação das pragas;
  • controle varietal: baseia-se no uso de cultivares que são resistentes a determinadas pragas, obtidos por meio de métodos de melhoramento genético.

Pecuária sustentável e bem-estar animal

Com sua vasta extensão territorial, o Brasil destaca-se como um dos líderes globais na pecuária, ocupando a posição de segundo maior produtor e maior exportador de carne bovina do mundo. A produção que se alinha com a preservação ambiental está ganhando relevância crescente no contexto ambiental e geopolítico atual e garante que é capaz de gerar excelentes resultados. 

Entre as práticas para uma pecuária sustentável e bem-estar animal, podemos citar:

  • manejo correto das pastagens: por exemplo, com o pastejo rotacionado será possível a recuperação do solo, promovendo o crescimento das forrageiras e prevenindo a degradação e a ocorrência de erosões;
  • harmonia da lavoura, pecuária e floresta: as árvores são indispensáveis na estabilização do carbono, na ciclagem de nutrientes e água de camadas profundas, contribuindo para a melhoria da fertilidade do solo. Inclusive, elas regulam a fotossíntese, o que promove maior crescimento e vigor das pastagens;
  • acesso adequado a água e alimento: é fundamental que os animais disponham de quantidades suficientes, conforme suas necessidades fisiológicas;
  • ausência de dor, doença ou injúria: eles precisam receber cuidados veterinários apropriados e tratamento para qualquer problema de saúde que possam desenvolver.

Como promover a sustentabilidade no agronegócio no Brasil?

O Brasil criou um modelo de produção fundamentado em tecnologias tropicais sustentáveis, que combinam o aumento da produtividade e a geração de renda para os produtores com a resiliência a eventos climáticos e a redução das emissões de carbono. 

Essas práticas agrícolas, associadas ao uso de insumos altamente eficientes, melhoramento genético e políticas como crédito e seguro rural, foram essenciais para o desenvolvimento dessa modalidade.

A disseminação em larga escala dessas práticas agrícolas sustentáveis representa um dos principais desafios a serem enfrentados nos próximos anos. Na última década, o país obteve um avanço significativo com o Plano de Agricultura de Baixo Carbono (Plano ABC), parte da Política Nacional de Mudanças Climáticas. 

Esse plano resultou na implementação de tecnologias agrícolas sustentáveis em 59 milhões de hectares, o que corresponde a 25% das áreas destinadas à agropecuária no país, com um investimento de 7 bilhões de dólares.

Confira quais são as ações prioritárias para promover a sustentabilidade no agronegócio.

Inovação

Deve-se incentivar e promover a inovação tecnológica para assegurar a sustentabilidade da produção agropecuária no Brasil. Adicionalmente, é necessário apoiar a criação da infraestrutura para melhorar a conectividade no campo.

Outros pontos essenciais incluem reavaliar e reestruturar a Assistência Técnica para tornar o serviço acessível a todos e fortalecer a difusão de práticas agrícolas sustentáveis, promovendo o desenvolvimento de uma Política Nacional para Recursos Genéticos.

Por fim, deve-se apoiar a criação de polos regionais de inovação tecnológica visando a sustentabilidade da agropecuária brasileira.

Tecnologias tropicais de baixo carbono

Para se alinhar nessas diretrizes, é necessário promover a disseminação de práticas agropecuárias tropicais que assegurem o aumento da produtividade, da geração de renda, da resiliência e da redução das emissões de gases de efeito estufa.

Nesse cenário, a geração de energia renovável entra em cena. E um dos exemplos mais baratos, versáteis e com redução de emissão de carbono é a utilização de biodigestores para biogás.  

Esses sistemas usam geomembranas de PVC flexível e resultam em produtos de alta qualidade, como o Vinibiodigestor e o Biodigestor Plus. Saiba mais sobre esses produtos da Sansuy:

  • Vinibiodigestor:  Com diversos modelos, formatos e tamanhos, o Vinibiodigestor Sansuy utiliza diferentes tecnologias associadas para obtenção de melhores rendimentos caso a caso, sendo perfeitamente adequadas ao tipo de resíduo que se pretende utilizar e à frequência com que são obtidos. O gás gerado pode ser utilizado na cozinha, no preparo de alimentos, na iluminação, em motores, incubadoras e no aquecimento de água e, ainda, no tratamento de efluentes, transformando os dejetos em fertilizante e eliminando o mau cheiro.
  • Biodigestor Plus: O Biodigestor Plus foi desenvolvido para armazenamento de dejetos animais, com aproveitamento do gás metano resultante da decomposição, para produção de energia com o melhor custo benefício, possui alta performance na conversão de dejetos e resíduos em combustível.
  • Biodigestor Compacto: O Biodigestor compacto foi projetado para viabilizar a instalação nas propriedades sem a necessidade de grandes investimentos (principalmente para as pequenas propriedades ou agricultura familiar). O sistema completo tem por finalidade a preservação ambiental (solo, água e ar), através do tratamento dos efluentes (resíduos animais, fecularia, etc).

Além disso, é essencial desenvolver e implementar versões do Plano ABC adaptadas às diferentes necessidades das atividades rurais para melhorar a sustentabilidade no agronegócio.

Bioeconomia

Para isso, deve-se promover produtos provenientes da sociobiodiversidade dos biomas brasileiros, fabricação de fibras, energias renováveis, prestação de serviços ambientais e ecossistêmicos, bioinsumos e outros.

Manejo florestal sustentável

Promover pesquisas públicas para estimular o manejo florestal sustentável para colaborar no combate à prática ilegal no comércio de madeira nativa é indispensável. Opte também por práticas de colheita seletiva, que consistem na extração apenas das árvores maduras selecionadas para respeitar as características da floresta e permitir a sua regeneração natural.

No Brasil, há mais de 5,07 milhões de propriedades rurais, caracterizadas por uma vasta diversidade social, econômica e cultural. Atualmente, observa-se uma concentração considerável da produção agropecuária entre um número limitado de produtores. 

Conforme dados do Censo Agropecuário do IBGE, aproximadamente 400 mil propriedades respondem por 85% do valor bruto da produção agropecuária. Muitos produtores rurais, especialmente os pequenos, médios e familiares, permanecem à margem do progresso observado no setor agrícola brasileiro.

É imprescindível enfrentar essa realidade por meio da implementação de políticas públicas que priorizem a geração de renda no campo, garantam a integração desses produtores nos mercados locais ou em cadeias globais e, principalmente, criem oportunidades que incentivem a permanência das novas gerações na atividade agrícola.

Nesse contexto, é preciso adotar medidas para incluir esses produtores na esfera comercial, para fortalecer o cooperativismo e outras formas de organização, além de promover a disseminação de tecnologias, facilitar o acesso ao crédito agrícola e ao seguro rural, bem como oferecer alternativas para agregar valor e diversificar a produção.

Embora ainda haja muito a aprender e desenvolver quando o assunto é sustentabilidade no agronegócio, certamente estamos no caminho certo para alcançar uma produção agrícola ainda mais amigável ao meio ambiente. Esse movimento, que integra os pilares econômicos, ambientais e sociais, é capaz de promover grandes mudanças a longo prazo.

Outro aliado que fará diferença nesse cenário é a tecnologia 4.0. Confira, neste conteúdo que preparamos, por que ela promoverá uma verdadeira revolução no campo!

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