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Transporte de cargas: tipos, desafios e regulamentações

Modificado em: maio 23, 2024

Quando o assunto é mover a economia do Brasil e do mundo, o transporte de cargas é um dos protagonistas desse cenário. Essa atividade, muitas vezes subestimada, é vital para o comércio, conectando mercados globais e empresas de diversas escalas.

Mas, afinal, como funciona esse setor? Como podemos melhorar as operações para garantir a eficiência e a confiabilidade necessária aos serviços prestados? 

Fatores como gerenciamento de despesas, segurança e obrigações fiscais são os pontos de partida para uma gestão eficaz. Por isso é necessário ficar sempre atualizado sobre as inovações, as leis vigentes e os principais tipos de modais para o planejamento logístico.

Para tratar desse tema essencial, elaboramos este guia completo que esclarecerá o complexo cenário do transporte de cargas, abrangendo desde conceitos fundamentais até tipos e categorias associadas, além de abordar as regulamentações fundamentais. Aproveite a leitura!

O que é transporte de cargas?

O transporte de cargas é o serviço responsável pelo deslocamento de mercadorias de um ponto a outro, seja em âmbito nacional ou internacional.

Essa etapa envolve o uso de diferentes meios, como caminhões, trens, navios e aviões, sendo um elemento vital na cadeia de suprimentos. Afinal, ele garante que os produtos estejam disponíveis onde e quando são necessários para atender à demanda da produção industrial, do comércio e do consumo.

Nesse contexto, segundo o Portal do Gov, cerca de 75% do transporte de cargas é realizado por rodovias, o que torna o modal rodoviário um elemento fundamental para a eficiência e competitividade da economia nacional.

Portanto, para garantir o melhor aproveitamento nas estradas brasileiras, é fundamental estar atento à legislação, aos riscos, ao seu funcionamento e às medidas de segurança.

Como funciona o transporte de cargas no Brasil?

O transporte de cargas em nosso país geralmente segue as diretrizes e especificações estabelecidas pelo Código Brasileiro de Trânsito (CTB). A seguir, veremos como esse processo ocorre.

Transporte de carga geral

Esse é o mais usual, sendo destinado à entrega de cargas pesadas e demais que não necessitam de veículos ou métodos específicos para sua distribuição, bem como armazenamento. Assim, essas entregas são feitas com transportes convencionais e podem incluir uma variedade de produtos, tais como:

  • itens industrializados;
  • bens químicos, desde que não sejam considerados perigosos;
  • produtos farmacêuticos;
  • líquidos embalados;
  • alimentos;
  • materiais de construção;
  • laminados de madeira.

Transporte de carga a granel

Amplamente presente na logística do agronegócio, as cargas a granel são aquelas que podem ser transportadas sem a necessidade de qualquer tipo de embalagem intermediária.

Esse tipo de transporte é caracterizado pela sua impossibilidade de identificação e contagem individual, pois consiste em partículas ou líquidos homogêneos transportados em grandes volumes.

No entanto, é importante estar atento a questões como reforço para cobertura. Para isso, contar com lonas especializadas para essa finalidade faz toda a diferença. Mas também existem outras formas de acondicionamento para preservar a qualidade dos insumos e redução de perdas por escoamento nas estradas.

Nesse sentido, o Vinicon se destaca. Com ele, a carga a granel também pode ser otimizada em embalagens que têm uma alta capacidade volumétrica e são projetadas para o transporte e armazenamento. Isso simplifica a manipulação e movimentação, além de converter pequenas e dispersas cargas em grandes volumes padronizados.

Elas são ideais para o transporte e armazenamento de produtos a granel com densidades diversas, inclusive aqueles que podem ser hidrófilos, exigindo total impermeabilidade.

Transporte de cargas perigosas

O CTB, junto de outras entidades reguladoras, como a Agência Nacional de Transporte Terrestres (ANTT) é a responsável por regular e fiscalizar os serviços de transporte de passageiros e cargas nas nossas rodovias, bem como as cargas perigosas e impõem uma série de requisitos às transportadoras que operam nesse setor.

Uma carga é considerada perigosa quando se encaixa em alguma das seguintes categorias:

  • explosivos: produtos que produzem grandes quantidades de gases e calor, como a pólvora;
  • gases: substâncias que se dispersam facilmente no ar, mesmo sem cheiro, como o gás de cozinha;
  • líquidos Inflamáveis: produtos que podem entrar em combustão quando expostos a altas temperaturas, como a gasolina, etanol e diesel;
  • sólidos inflamáveis: substâncias que se tornam inflamáveis ao entrar em contato com fogo ou atrito, como o enxofre;
  • substâncias oxidantes e peróxidos orgânicos: químicos que liberam oxigênio, podendo causar incêndios, como o peróxido de hidrogênio;
  • químicos tóxicos e substâncias infectantes: produtos que podem ser altamente nocivos à saúde, mesmo em pequenas quantidades, como os defensivos agrícolas;
  • radioativo: são aquelas que emitem energia invisível e que exigem equipamentos especializados para detecção, bem como contêineres blindados para evitar a dispersão de radioatividade;
  • corrosivos: produtos que podem causar queimaduras na pele, seja em estado líquido ou sólido. Os exemplos incluem ácido sulfúrico e soda cáustica;
  • artigos perigosos diversos: materiais que não se encaixam nas outras categorias, como baterias de lítio.

Transporte para cargas frigoríficas

Esse tipo de transporte de cargas demanda um investimento significativo por parte da transportadora, especialmente devido à necessidade de um sistema de refrigeração eficiente e outros equipamentos que assegurem a qualidade de produtos resfriados ou congelados.

A norma NBR 14701, emitida pela ABNT, define as responsabilidades e os procedimentos a serem seguidos em produtos refrigerados.

Veja algumas diretrizes destacadas que uma empresa de transporte de carga deve seguir:

  • o resfriamento do veículo deve começar 15 minutos antes do transporte;
  • durante o armazenamento, a temperatura da câmara frigorífica deve ser monitorada para manter o produto na temperatura desejada ou abaixo dela, com o mínimo de flutuação;
  • os alimentos devem ser armazenados de modo a permitir a circulação adequada do ar, evitando o contato com as paredes, teto ou chão;
  • o veículo deve estar equipado com dispositivos para registrar continuamente a temperatura do ar interno e indicadores durante o transporte;
  • o processo de carga e descarga deve ser realizado o mais rapidamente possível para evitar a perda de temperatura da carga;
  • todas as operações em ambientes refrigerados devem ser realizadas por profissionais treinados e equipados com os devidos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) relacionados à cadeia de frio.

Transporte de cargas fracionadas

Nessa modalidade, várias empresas podem compartilhar o mesmo veículo para suas entregas, desde que tenham destinos semelhantes, para melhor otimização de frete.

Assim, cabe à transportadora coordenar a logística e a entrega dos produtos de maneira a utilizar um único veículo para realocar cargas distintas, mas com características semelhantes.

É fundamental ressaltar que cada transportadora de cargas paga apenas pelo espaço ocupado por sua mercadoria, dividindo os custos do transporte com as demais. Além disso, é viável trabalhar com fretes menores, atendendo várias empresas e realizando entregas tanto no Brasil quanto no exterior.

Quais os tipos de transportes de cargas e suas diferenças?

Nesse âmbito, o transporte de mercadorias pode ser realizado de diversas maneiras, incluindo:

  • transporte modal: esta é uma modalidade que envolve o deslocamento da carga em um único veículo, que utilizam apenas um tipo de transporte e um contrato;
  • transporte segmentado: são utilizados meios distintos de um ou mais tipos de transporte, com contratos separados;
  • transporte sucessivo: envolve o transbordo da mercadoria para outro veículo da mesma modalidade, dentro do mesmo contrato de transporte;
  • transporte combinado: consiste na combinação de elementos de diferentes modos de transporte em uma única operação. Um exemplo seria o transporte de caminhões em plataformas ferroviárias;
  • transporte intermodal: abrange o uso de duas ou mais modalidades de transporte em uma única operação;
  • transporte multimodal: envolve o uso de múltiplas modalidades, desde a origem até o destino da carga, sob um único contrato de transporte. Essa operação é realizada por um único Operador de Transporte Multimodal (OTM).

Do ponto de vista técnico, os diferentes modos de transporte são o rodoviário, ferroviário, aeroviário e aquaviário. Entenda com mais detalhes logo abaixo.

Transporte rodoviário

Como abordado, o transporte de cargas por via rodoviária é o mais prevalente no Brasil e ocorre principalmente em rodovias e estradas utilizando carretas, caminhões e demais veículos relacionados.

Esse modal oferece uma flexibilidade significativa na definição das rotas de entrega. Contratar esse serviço é relativamente simples e rápido, pois a documentação necessária não costuma envolver processos excessivamente burocráticos.

No entanto, há algumas desvantagens a serem consideradas. Em áreas remotas, o transporte rodoviário pode levar mais tempo para efetuar as entregas.

Também, a capacidade de carga dos caminhões, veículos mais comumente usados, é relativamente baixa em comparação com outros meios.

Por fim, é importante lembrar que o custo do transporte rodoviário é considerável, especialmente devido à dependência dos preços dos combustíveis. Sem um sistema eficaz de gerenciamento de entregas, há um risco aumentado de extravios.

Transporte ferroviário

O transporte ferroviário é realizado sobre trilhos para movimentar pessoas e mercadorias. Esse modal é geralmente utilizado para o transporte de produtos mais baratos em grandes quantidades, como carvão e derivados de petróleo, insumos agrícolas, fertilizantes e minérios.

Um atributo importante desse modelo é a bitola, que é a distância entre trilhos. No nosso país, há três tipos: larga (1,60 m), métrica (1,00 m) e mista. A maior parte da malha ferroviária do país está mais presente nas regiões Sudeste e Sul.

Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), os principais produtos transportados por via ferroviária são:

  • cimento;
  • cal;
  • calcário;
  • minério de ferro;
  • clínquer de cimento;
  • carvão mineral;
  • contêineres;
  • derivados de petróleo;
  • produtos siderúrgicos;
  • grãos.

Transporte aeroviário

O modal de transporte aéreo utiliza aeronaves, como aviões de carga, voos comerciais e helicópteros para a entrega de insumos e mercadorias.

Embora seja o meio de transporte mais rápido, eficiente e seguro, não é adequado para todos os tipos de produtos. É mais comumente usado para eletrônicos e outros itens mais sensíveis. O setor da floricultura, por exemplo, é um dos mais beneficiados por esse modelo.

Isso porque esse modal é especialmente indicado para entregas que requerem rapidez, seja por dificuldade de acesso ou pela perecibilidade dos itens.

Transporte hidroviário

É o transporte realizado por vias marítimas ou fluviais. Mais precisamente, esse primeiro ocorre por meio dos mares e oceanos abertos, enquanto o fluvial se limita a rios, canais e lagos.

No Brasil, aproximadamente 90% de todas as exportações são realizadas por esse modal, fazendo dele o principal mecanismo econômico internacional do país. Sem ele, o PIB nacional seria fortemente afetado.

Entre os produtos, os que mais se destacam são do setor do agronegócio. Inclusive, nosso país é destaque mundial nas exportações de:

  • soja;
  • frango;
  • suco de laranja.

Também é destaque em outros insumos, como:

  • açúcar e derivados da cana, como etanol;
  • celulose;
  • fruticultura.

Transporte dutoviário

Envolve o transporte de carga por meio de dutos, tubulações projetadas para mover petróleo, gás, álcool e diversos produtos químicos. Esses dutos podem ser subterrâneos, marítimos ou visíveis. O material é movimentado por meio de um processo de bombeamento que gera pressão.

Existem diferentes tipos de modais dutoviários, classificados da seguinte forma:

  • oleodutos: utilizados para o transporte de petróleo bruto e seus derivados, desde terminais portuários e marítimos até refinarias ou centros de distribuição;
  • gasodutos: destinados ao transporte de gás natural entre centros de distribuição e centros consumidores;
  • minerodutos: utilizados para transportar produtos como sal-gema, minério de ferro e concentrado fosfático;
  • polidutos: projetados para o transporte de produtos como vinho, água, cerveja, entre outros.

Quais os desafios no setor?

Separamos os principais gargalos que o Brasil enfrenta quando o assunto é transporte de cargas. Acompanhe.

Infraestrutura

Uma pesquisa da Confederação Nacional de Transportes revelou que mais de 60% das estradas brasileiras foram classificadas como regulares, ruins ou péssimas, uma situação que vem agrava-se nos últimos anos.

Essas condições precárias incluem um excesso de buracos e outros problemas na superfície, especialmente durante períodos chuvosos, além de sinalização inadequada e dificuldade de acesso a determinados locais.

Esses fatores podem impactar diretamente a qualidade do serviço prestado, resultando em possíveis danos às mercadorias e atrasos nas entregas. Além disso, as más condições das estradas e rodovias aumentam os custos de manutenção dos veículos de carga.

Roubo e avaria de carga

Em 2023, o roubo de cargas causou um prejuízo de R$ 1,2 bilhão, conforme dados divulgados pelo jornal O Globo. Embora esse número esteja diminuindo, a crescente coordenação das quadrilhas impede qualquer comemoração por parte das transportadoras.

Além disso, os danos às mercadorias podem ter consequências além das financeiras. Quando um cliente recebe um produto arranhado, amassado ou com qualquer outro problema decorrente do transporte, sua experiência é impactada negativamente.

Isso também afeta o vendedor, no caso, o embarcador. Portanto, a falta de cuidado e planejamento adequado no despacho das cargas pode prejudicar o negócio de várias maneiras.

Ausência de carga de retorno

Aqui temos mais um reflexo da falta de investimento em ferramentas que auxiliam na gestão de entregas. Um desafio comum no setor de Transporte de Carga Rodoviária (TCR) é que os caminhões partem carregados com um cronograma bem definido, mas retornam vazios, gerando apenas despesas, sem lucro.

Isso pode ser considerado uma ociosidade do veículo, já que sua capacidade não está sendo plenamente utilizada.

Para resolver esse problema, a tecnologia tem se mostrado uma grande aliada dos gestores. O planejamento com o auxílio de roteirizadores avançados ajuda a aumentar a produtividade da frota, eliminando a ociosidade e utilizando os veículos de maneira estratégica.

Quais as vantagens do transporte de cargas na empresa?

Os benefícios que podemos citar são:

  • maior flexibilidade para transportar mercadorias para diferentes regiões, sem a necessidade de seguir rotas fixas ou horários pré-determinados;
  • rapidez e otimização logística;
  • dependendo da operação, o custo pode ser mais baixo e, com bom planejamento, pode gerar economia para a empresa;
  • variedade na capacidade de carga, com caminhões aptos a transportar desde pequenos itens até cargas pesadas.

Quais as normas e regulamentações para o transporte de cargas?

Destacamos as principais leis relacionadas com o setor. Acompanhe abaixo.

  • Lei 11.442: as diretrizes dessa legislação determinam que o contrato entre a empresa e seus clientes deve conter todas as informações relevantes sobre as partes envolvidas e os serviços acordados;
  • Norma Regulamentadora Nº 11 (NR-11): aborda os protocolos de segurança em operações relacionadas ao transporte, armazenamento, manipulação e movimentação de produtos e materiais no território brasileiro;
  • Lei do Descanso: estabelece que as empresas de transporte são responsáveis por regular e supervisionar a jornada de trabalho dos caminhoneiros, sujeitando-se a penalidades se submeterem seus funcionários a longos trajetos sem intervalos adequados para descanso;
  • Tributação de Transporte Rodoviário: a regulamentação estabelece a obrigatoriedade do pagamento de determinados impostos e taxas pelo governo para o transporte de carga. Alguns exemplos dessas taxas incluem ISS, ICMS, GRIS e IPI.

O transporte de cargas é um ambiente dinâmico, repleto de desafios e possibilidades. Estar sempre atualizado sobre os avanços nesse setor é fundamental para assegurar que suas operações sejam eficazes, seguras e, principalmente, estejam em conformidade com a legislação.

Com um entendimento sólido dos fundamentos e das complexidades dessa indústria, você estará preparado para enfrentar os desafios e aproveitar ao máximo as oportunidades que ela apresenta.

Gostou do conteúdo? Acompanhe o nosso blog e fique sempre por dentro das tendências do setor de transportes e logística que impulsionam o país!

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