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Exportação de peixes: confira o panorama dos últimos anos

Modificado em: junho 14, 2024

A exportação de peixe no Brasil enfrentou desafios significativos nos últimos anos. Apesar do crescimento constante da piscicultura, o setor se deparou com altos custos de produção e burocracias em processos de licenciamento ambiental.

Porém, os números de 2023 revelam um cenário otimista, principalmente em relação à tilápia inteira e filés congelados, seguindo a tendência positiva de 2022.

Descubra, neste post, como o setor está se adaptando e quais as perspectivas para o futuro da exportação de peixes no Brasil.

Crescimento e desempenho anual das exportações

A trajetória da exportação de peixes no Brasil é marcada por um crescimento consistente e impressionante ao longo dos anos. Esse avanço é evidenciado pelos dados anuais, que refletem não apenas o aumento no volume exportado, mas também o fortalecimento do país no mercado global de pescados. Acompanhe os números-chave que marcam essa evolução:

  • recorde em 2022 — as exportações alcançaram U$S 23,8 milhões, um aumento de 15% em faturamento, o maior valor na história do setor;
  • 2023 em ascensão — as exportações de peixes, em especial a tilápia inteira e filés congelados, seguem crescendo, impulsionadas pelo sucesso de 2022;
  • expectativas para 2024 — com as negociações para reabertura do mercado europeu e a expansão para novos mercados, as exportações estão previstas para crescer ainda mais.

Esses dados destacam a capacidade do Brasil de ampliar sua presença no mercado internacional de pescados, atendendo a uma demanda crescente e diversificada.

Espécies-chave na exportação de peixe

Em 2023, a tilápia continuou a ser a espécie mais exportada pelo Brasil, com as vendas aumentando em 47% em relação ao mesmo período de 2022, alcançando US$ 6,6 milhões. A tilápia não está sozinha nessa trajetória de sucesso; o tambaqui também mostrou um crescimento impressionante, com um aumento de 276% nas receitas, totalizando US$ 82 mil.

Esses números reforçam a importância dos Estados Unidos, Japão e Canadá como parceiros comerciais chave na exportação dessas espécies. Além dessas espécies principais, há um interesse crescente em diversificar o portfólio de exportações, incluindo outras espécies nativas.

Este esforço visa não apenas fortalecer a posição do Brasil no mercado global de pescados, mas também atender às demandas variadas dos consumidores internacionais. Afinal, a busca por inovação e qualidade em diversas espécies demonstra o potencial expansivo do setor.

Desafios da piscicultura brasileira

A piscicultura no Brasil, embora em expansão, enfrentou desafios significativos em 2023. Um dos principais é o aumento do preço da tilápia no mercado interno, que tornou a venda interna mais lucrativa do que a exportação, resultando numa queda de 16% nas exportações no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior.

Além disso, há desafios constantes como altos custos de produção, influenciados pela variação nos preços dos insumos, e a burocracia, especialmente em processos de licenciamento ambiental. Estes fatores exigem soluções inovadoras e estratégias eficazes para garantir a sustentabilidade e a competitividade do setor no mercado global.

Valor agregado na exportação de peixes

A exportação de peixes agrega valor significativo à economia brasileira, indo além do aumento de receita. Em 2023, notou-se uma preferência por categorias específicas de produtos, com filés frescos ou refrigerados respondendo por quase metade dos valores exportados no primeiro trimestre.

Isto ilustra a demanda por produtos de alta qualidade e práticas sustentáveis para atender aos padrões internacionais. Além disso, o setor de exportações contribui para a diversificação econômica do Brasil, reduzindo a dependência de setores tradicionais como soja e carne bovina. A entrada em novos mercados, como o europeu, espera-se não apenas aumentar as vendas, mas também fortalecer a marca Brasil no cenário global.

A exportação de pescados impulsiona o desenvolvimento tecnológico e a geração de empregos, fomentando a pesquisa e inovação. Assim, a exportação de peixes representa uma via estratégica para o desenvolvimento econômico, tecnológico e social do país.

Mercado interno versus exportação

Em 2023, as exportações de peixes do Brasil, apesar de um aumento de 20% em relação ao último trimestre de 2022, apresentaram uma queda de 16% no primeiro trimestre comparado ao mesmo período do ano anterior, com um total de US$ 6 milhões.

Este declínio foi mais pronunciado em volume, com uma redução de 31% na quantidade de peixes exportados em toneladas. Quase 98% da produção de peixes é consumida internamente no Brasil, destacando a importância do mercado interno. Contudo, o Brasil também é um grande importador de pescado, gastando cerca de US$ 1,4 bilhão em 2022.

Filés frescos ou refrigerados foram os produtos mais exportados no primeiro trimestre de 2023, representando quase metade do valor total, enquanto os peixes inteiros congelados contribuíram com quase 30%.

A maioria das exportações foi destinada aos Estados Unidos, representando mais de 86% do valor total. O crescimento do setor reflete maior profissionalização e aumento da escala de produção, enquanto o mercado interno mostra estagnação no consumo.

Perspectivas e expectativas para a exportação de peixes

As perspectivas para a exportação de peixes para os próximos anos são altamente promissoras. A potencial reabertura do mercado europeu, que está fechado desde 2018, promete impulsionar as exportações de forma significativa.

Esse crescimento é esperado devido à diversificação dos mercados e à inovação contínua no setor. A certificação Halal das empresas exportadoras de tilápia abre caminhos para os mercados árabes. Além disso, o aumento da profissionalização e da escala de produção das empresas brasileiras habilita a atender aos rigorosos padrões internacionais de qualidade e volume.

A exportação de peixes tem um papel crucial no avanço econômico, tecnológico e social do Brasil. Contribui para a sustentabilidade, fortalecendo a presença do Brasil no mercado global e refletindo o compromisso do país com práticas de produção sustentáveis e responsáveis. A projeção é que esses fatores continuem a elevar a relevância e a competitividade do Brasil no cenário internacional de piscicultura.

Como você observou, a exportação de peixe do Brasil está em uma trajetória ascendente, impulsionada pela diversificação de espécies e pela conquista de novos mercados internacionais. Os desafios existem, mas o potencial de crescimento e o valor agregado à economia nacional são inegáveis. Então, esse panorama sinaliza um futuro brilhante para o setor.

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