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Associativismo na piscicultura: entenda o que é e como começar!

Modificado em: setembro 11, 2023

O termo associativismo talvez seja novo para você. Contudo, ele pode ajudar bastante a piscicultura, em termos de gestão, conhecimento e expansão de mercado. Pequenos produtores tendem a encontrar dificuldades nesse sentido, enquanto os grandes são propensos a aprimorar de modo mais pontual a sua operação.

Neste artigo, vamos mostrar como o associativismo pode ser aplicado na piscicultura, beneficiando pequenos e médios produtores. Nossa ideia é trazer a você um conteúdo capaz de mostrar os meios de se obter sucesso como um empreendedor da piscicultura, com a possibilidade de sempre expandir a base de clientes. Continue lendo!

O que é o associativismo?

O associativismo é uma união constituída por pessoa jurídica, que pode representar outras empresas ou pessoas físicas. Se está confuso, basta imaginar o quanto um pequeno empreendimento sofre para se desenvolver: a gestão deficitária, os muitos impostos a pagar e uma estratégia ainda ineficiente de captar e fidelizar clientes são grandes entraves nesse sentido.

Talvez você esteja pensando que associativismo é sinônimo de cooperativismo. Contudo, existem diferenças entre eles. Uma delas está no fato de que o primeiro não é constituído visando ao lucro. Já o segundo pode ter ou não essa intenção, de repartir os rendimentos entre os seus participantes.

De modo concreto, o associativismo acontece quando pessoas se reúnem em torno de um objetivo, impactando também toda a sociedade. Dito isso, vale muito aquela máxima de que é possível chegar longe quando se está acompanhado — a ideia do associativismo é, justamente, somar conhecimentos e esforços por parte de empreendedores (especialmente, os pequenos), para crescer e se destacar no mercado.

Associativismo, portanto, é participação, solidariedade, união, cooperação e trabalho. Empresas e entidades locais podem se associar, trabalhando em prol de um objetivo comum e o bem da sociedade. Uma das principais finalidades é tornar uma comunidade mais conhecida e relevante, por meio de alguma atividade econômica específica.

Em outras palavras, dependendo das características dessa localidade, de sua fauna, flora e relevo, por exemplo, é possível, por meio do associativismo, promover melhorias expressivas a esse lugar.

Princípios do associativismo

O associativismo atua com base em 7 princípios. São eles:

  1. adesão voluntária e livre;
  2. gestão democrática pelos sócios;
  3. participação econômica dos sócios;
  4. autonomia e independência;
  5. educação, formação e informação;
  6. cooperação entre as associações e cooperativas;
  7. interesse pela comunidade.

Qual a importância do associativismo na piscicultura?

Um piscicultor precisa ter em mente que dificilmente vai conseguir prosperar sozinho. A principal razão disso é que é impossível conciliar a gestão do negócio com a elaboração de estratégias de distribuição dos seus produtos.

Na prática, uma só pessoa não tem o conhecimento e nem o tempo disponível para se dedicar com afinco a esses dois aspectos do empreendimento. É justamente nesse contexto que entra o associativismo.

Duas ou mais mentes pensam muito mais do que uma, podendo enxergar, assim, muitas oportunidades. Os processos de compra de insumos e comercialização das mercadorias também tendem a ser facilitados, ampliando bastante o know how do empreendedor.

Ele passa a atuar no mercado com um nível de capacitação maior, buscando também usar as soluções mais modernas do setor. Tudo isso torna o empreendedor não somente mais competitivo, mas também, apto a lidar com os desafios presentes e futuros, ligados à gestão do negócio e a meios de expandir a sua criação de peixes.

Dois conhecimentos importantes que podem ser obtidos pelo piscicultor, por meio do associativismo, são a biosseguridade na piscicultura e o melhoramento genético. Outra razão que torna o associativismo importante aos piscicultores é que eles conseguem economizar na compra de equipamentos e insumos.

Isso, somado a melhores condições de pagamento dos fornecedores, ajuda o empreendedor a gerir melhor o seu fluxo de caixa. Assim, evita possíveis desfalques, decorrentes de compras de preço elevado ou prazos de pagamento apertados.

Como funciona o associativismo?

Para quem se associa, é preciso ter ciência dos seus benefícios e deveres. Sobre o primeiro, eles são os seguintes:

  • facilidade na divulgação de informações relevantes para a comunidade;
  • todas as decisões são aprovadas de forma coletiva;
  • uma vez que o piscicultor se associa, ele passa a ter não só mais força, mas também, um poder transformador sobre a sua comunidade.

Sobre deveres do associado, um deles é ter participação ativa nas atividades. Além disso, é preciso exercer um papel político na associação. Por fim, podemos citar como dever a sua contribuição financeira para manter a organização, lembrando que essa não tem o lucro como prioridade — a ideia é apenas manter as operações funcionando normalmente.

Além da piscicultura, outros exemplos de associativismo incluem:

  • associativismo rural;
  • associativismo sindical;
  • associativismo empresarial.

Como o empreendedor pode começar?

Para iniciar, é essencial que o empreendedor tenha sólidos conhecimentos da legislação que rege o associativismo. Essa é, inclusive, a primeira etapa, conhecida por sensibilização, sendo preciso ter pelo menos dez pessoas associadas para dar continuidade à empreitada.

A segunda fase, a constituição, é quando todos os associados se reúnem para escolher o nome, o endereço e o estatuto social da associação. Além disso, essa etapa é caracterizada pela eleição dos representantes dos órgãos de direção, como diretoria e conselho administrativo.

Em seguida, deve-se documentar o registro da associação, que pode ser feito em cartório. É preciso solicitar um CNPJ junto à Receita Federal, pois isso vai possibilitar, por exemplo, contratar funcionários e fazer transações financeiras.

As últimas etapas correspondem ao pré-operacional e operacional. Na primeira, são comprados todos os equipamentos e móveis necessários à associação, bem como a contratação de colaboradores e contadores, obtenção de licença, alvará e abertura de conta em banco. A última fase é a associação já em pleno funcionamento.

Como ocorre a junção de forças no associativismo na piscicultura?

Uma vez que o piscicultor resolve se associar e juntar forças a outros empreendedores do ramo, ele obtém vários benefícios. Os principais são:

  • maior capacitação, tornando o empreendimento mais competitivo e apto a lidar com desafios;
  • formação de parcerias, inclusive, com fornecedores e empreendedores que não são do ramo da piscicultura;
  • compra conjunta com outros empreendedores, obtendo descontos na aquisição de insumos e equipamentos.

O associativismo, uma vez aplicado na piscicultura, pode trazer muitos ganhos ao empreendedor. Como vimos, é preciso seguir etapas antes de começar a operar, sendo que um dos procedimentos obrigatórios é atuar como pessoa jurídica, por meio de um CNPJ. Pequenos empreendedores podem obter maior capacitação, à medida que se associam com outros, do mesmo ramo ou não.

Se gostou do artigo, não saia do blog sem antes entender melhor as diferenças entre aquicultura e piscicultura!

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