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Criação de peixes: melhores práticas para obter sucesso

Modificado em: setembro 20, 2023

Se você está pensando em começar um negócio de criação de peixes, saiba que essa é uma atividade comercial muito viável no Brasil, visto que o país conta com alguns fatores determinantes ao seu favor, como a vasta extensão territorial e o alto consumo deste tipo de carne.

Porém, antes de iniciar o seu planejamento, é muito importante entender que existem diversos segmentos comerciais dentro da piscicultura, conhecer as espécies mais rentáveis, estudar sobre os métodos de criação, entre outros aspectos cruciais para quem deseja empreender neste ramo.

Dito isso, preparamos este conteúdo para que você entenda o que é criação de peixes, quais são os fatores que impactam nessa atividade no Brasil, como começar um negócio na área, entre outras informações importantes a respeito do assunto. Continue a leitura do artigo para conferir!

O que é criação de peixes?

Mais conhecido pelo nome piscicultura, a criação de peixes é uma das atividades comerciais mais antigas da humanidade. Para que você tenha uma ideia, existem registros de que já se cultivava diferentes espécies de peixes em ambientes controlados na China, muitos séculos antes de a prática chegar ao Ocidente. No Egito Antigo, o cultivo de tilápia-do-Nilo já acontecia há mais de 2000 anos A.C.

Hoje, o Brasil é um dos países que mais pratica a criação de peixes em cativeiros no planeta. Apenas em 2020, foram produzidas mais de 802.930 toneladas, registrando um crescimento de cerca de 5,93% — em comparação ao ano anterior —, segundo um levantamento de dados da Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR).

Geralmente, a criação de peixes é feita em propriedades rurais, muitas vezes, em fazendas dotadas de represas ou açudes. Um dos pontos vantajosos da piscicultura está no fato de que ela demanda pouca mão de obra, não conflitando com outras atividades da fazenda. Na verdade, é uma fonte de renda sustentável, pois permite que os resíduos e subprodutos sejam reciclados e transformados em proteína animal.

Quais as vantagens do território nacional nesse sentido?

Primeiramente, vale destacar que a piscicultura tem um potencial de produção superior a qualquer outra espécie de animal, o que torna a criação de peixes, por si só, uma atividade altamente rentável, especialmente no Brasil, que tem uma vasta extensão territorial litorânea.

Os aspectos climáticos e características hídricas existentes no país também contribuem de forma significativa para o desenvolvimento de determinadas espécies de peixes em cativeiros, isto é, fora do seu habitat.

Esses fatores somados ao aumento de consumo de peixe, que vem crescendo cada vez mais no Brasil, colocam a criação de peixes como um dos negócios mais promissores da atualidade. De acordo com dados atuais do Governo, cada brasileiro consome, em média, 9 kg de carne de peixe por ano.

Para que você tenha uma dimensão da realidade, o Brasil tem importado peixes de outros países, visto que a produção nacional não é suficiente. Ou seja, há oferta nesse mercado, somente esperando uma demanda que a supra.

Além disso, outro fator de peso, que contribui para um crescimento de nada menos do que 223% na tilapicultura (criação de tilápias), entre os anos de 2005 e 2015, foi o sucesso que os pesquisadores obtiveram com melhoramento genético, graças às características das linhagens, permitindo que esse peixe tivesse:

  • fácil reprodução;
  • desenvolvimento rápido;
  • melhor saúde;
  • boa adaptação em relação às adversidades encontradas nos sistemas de produção usados;
  • ótima qualidade de carne (em relação a outros pescados).

Quais são os tipos de instalação para criação de peixes?

Viveiros, como costumam ser chamados os tanques de criação de peixes, são reservatórios que simulam o habitat dos animais, sendo escavados em solo natural, com controle de temperatura, e outros aspectos, além de contarem com sistemas de abastecimento e drenagem e no geral utilizam-se geomembranas de PVC para impermeabilização do tanque..

Existem diferentes tipos de tanques. Veja a seguir quais são os principais.

1. Tanque de terra

Esse modelo é o que mais se aproxima das condições naturais em que os peixes vivem. A recomendação é que ele seja construído diretamente no solo, pois, assim, o manejo fica mais fácil. Pode ser encontrado nos formatos retangulares, quadrados ou circulares. Normalmente esses tanques são revestidos com uma membrana de PVC.

Vale destacar que algumas espécies se adaptam melhor aos tanques circulares. Isso porque esse formato reproduz mais fielmente o movimento das águas que acontece no ambiente natural. Além disso, também são chamados de tanques infinitos, as espécies se agregam em cardumes e nadam em círculos, nunca encontrando o final do tanque.

2. Tanque de lona de PVC

Para aqueles que buscam o máximo de facilidade na despesca, os modelos de lona de PVC são ideais. Por serem suspensos e mais práticos, o processo de higienização fica mais simples, contribui para a economia de água, e a segurança na produção aumenta, devido ao seu revestimento de PVC.

Isso acontece porque, devido ao seu material, há a possibilidade de aeração — incorporação do oxigênio na água, que elimina o acúmulo de gases tóxicos. As espécies como pacu e tilápia são as que melhor se adaptam a esse tipo de tanque.

4. Tanque-rede

Para proteger as espécies de ataques de predadores, os modelos de tanque para piscicultura em rede são os mais adequados, eles são instalados submersos a água do rio ou mar, e permite a passagem do liquido entre os peixes. Os tipos fabricados em telas de arames não deixam possíveis predadores se aproximarem e evitam a fuga dos peixes cultivados internamente.

Além disso, esse modelo facilita o manejo dos animais, já que permite a melhor observação dos peixes. Com isso, o produtor pode identificar eventuais doenças e começar o tratamento com antecedência. Outra vantagem desse modelo é que ele evita que os peixes se machuquem em momentos de estresse.

Como funciona o processo de criação de peixes?

O processo de manejo ou criação de peixes abrange um conjunto de técnicas e práticas para cultivo dos animais, sendo dividido em diferentes etapas, a depender do tipo de viveiro escolhido.

A criação de peixes conta, ainda, com as etapas de transporte dos alevinos — termo usado para se referir aos peixes recém-saídos do ovo —, povoamento dos viveiros, alimentação dos animais e despesca.

A despesca, por sua vez, é o processo no qual ocorre a retirada dos peixes dos tanques, após estes atingirem a maturidade, isto é, o peso e o tamanho ideal para serem comercializados.

Já os procedimentos de transporte dos alevinos e acondicionamento também são cruciais. Normalmente, o transporte é realizado por meio de sacolas plásticas especiais, mas também é comum que os animais sejam transportados em tanques cobertos por lona ou recipientes feitos de fibra de amianto, em veículos.

Quais são as práticas de manejo de peixes?

A rentabilidade de uma empresa de criação de peixes, assim como o crescimento do negócio e a expansão das vendas dependem da qualidade e da produtividade das práticas de manejo de peixes. Portanto, é muito importante conhecer as metodologias mais comumente usadas para produzir, visto que influenciam na decisão sobre como escolher o melhor tipo de cultivo.

Entre as diferentes técnicas de criação de peixes, podemos citar.

Cultivo extensivo

Neste formato de piscicultura, muito praticado em propriedades rurais, os animais são agrupados em diferentes viveiros, como tanques, represas, lagoas, açudes e outros tipos hidrográficos, revestidos por geomembrana de PVC. A desvantagem está no fato de que os produtores não têm controle sobre as espécies predatórias.

Cultivo semi-intensivo

Nesta técnica, o que determina toda a cadeia de criação de peixes é a alimentação dos animais, já que, aqui, o cultivo é muito maior (em termos de quantidade de animais). Em outras palavras, é preciso manter uma periodicidade e frequência de alimentação controladas.

Monocultivo

O monocultivo é comumente praticado em tanques em que não existem diferentes espécies de alevinos, ou seja, é o método mais indicado para produtores de uma única espécie de peixe.

Policultivo

Nesta metodologia, diversas espécies de animais são cultivadas em um mesmo cativeiro, tendo como a principal vantagem o aproveitamento de alimento natural e, é claro, do espaço dos tanques de produção de peixes.

Consórcio de criação de peixes com suínos

Muito comum em fazendas, este formato de criação de peixes é um dos mais rentáveis e sustentáveis, pois aproveita os excrementos obtidos na criação de porcos, transportando-os para os tanques dos animais, criando um ciclo de autossustentação na piscicultura.

Isso acontece porque as fezes dos suínos servem como adubo orgânico — um item essencial para a criação de alimento natural para os peixes —, ou até mesmo como alimento. Assim, o cultivador obtém maior produtividade e lucratividade ao criar peixes e suínos.

Consórcio de aves e peixes

Com base no exemplo citado acima, o esterco de aves também se mostra como um elemento fundamental para a piscicultura, com a grande vantagem de que é um dos adubos de maior qualidade para a produção de plâncton.

Quais são as fases na criação de peixes?

É altamente recomendado que cada fase piscicultura seja executada em viveiros diferentes, principalmente porque as novas tecnologias facilitam o separado dos animais.

Veja a seguir quais são essas fases:

Fase 1: alevinagem

Aqui, são produzidos os alevinos, isto é, recém-nascidos dos peixes, os quais serão comercializados para outras pisciculturas após atingirem peso e tamanho ideal. Nessa fase, são usadas matrizes selecionadas com alto potencial reprodutivo e genético.

Fase 2: recria

Quando os filhotes de cada espécie alcançam a idade para comercialização, podem ser cultivados em pisciculturas separadas, onde passarão para a fase de recria, até que se tornem peixes juvenis. Existem duas maneiras de realizar a recria:

  • independentemente — quando o produtor foca somente em recriar alevinos para serem comercializados para pisciculturas de engorda;
  • conjuntamente — quando após passarem de alevinos para peixes juvenis, os mesmos são criados em outros tanques de cultivo até que atinjam a maturidade para comercialização.

Fase 3: engorda

Na última fase, os peixes juvenis são transferidos para uma piscicultura de engorda, muitas vezes em outra propriedade, na qual devem permanecer até que se transformem em animais adultos, que é quando finalmente serão vendidos ao consumidor final.

Como começar na criação de peixes?

Agora que você já tem uma noção mais ampla sobre o que é e como funciona a criação de peixes em cativeiros, mostraremos uma série de boas práticas para quem deseja iniciar suas atividades comerciais em piscicultura.

Obtenha autorização

O primeiro passo é regularizar a criação de peixes, juntamente aos órgãos públicos fiscalizadores. Sem as devidas autorizações, o empreendedor não pode iniciar sequer a exploração do local para produzir os animais.

O produtor de peixes em São Paulo, por exemplo, que deseja receber um licenciamento ambiental e a outorga da água, deve recorrer à Companhia Ambiental do Estado, além de realizar um registro na Secretaria de Agricultura do Ministério da Agricultura.

Em outras palavras, é imprescindível que você pesquise sobre quais são as autoridades competentes responsáveis de sua região e qual a documentação exigida para que a prática de piscicultura comercial seja regularizada.

Escolha seu segmento

Realizar uma boa pesquisa de mercado é uma estratégia que se aplica a qualquer segmento, visto que, hoje, o índice de competitividade é muito maior, devido à facilidade de acesso que a transformação digital proporciona ao consumidor 4.0.

Sendo assim, a ideia aqui é abranger o perfil de consumo, não apenas do público local em si, mas também de outras regiões do mundo, já que as possibilidades de crescimento do negócio são ilimitadas. É muito importante se manter por dentro de questões como:

  • comportamento do consumidor;
  • tendências de consumo;
  • preços praticados pela concorrência;
  • possibilidades de expansão do negócio.

Entre outros fatores.

Além desses pontos, pesquise sobre possíveis parcerias com os principais distribuidores e compradores, varejistas e quaisquer possibilidades de relações comerciais sólidas, como peixarias, restaurantes, mercados e pesque-pague.

Após fazer uma boa análise desses fatores, o produtor deve se planejar em relação às espécies que serão produzidas, qual a quantidade por demanda, quais serão os fornecedores de insumos e quais os concorrentes diretos. Falaremos mais sobre essas questões adiante no conteúdo.

Pesquise sobre as espécies mais rentáveis

Na criação de peixes, a rentabilidade de uma espécie depende de alguns fatores, por exemplo, o índice de aceitação do produto por parte do consumidor que, por consequência, resulta em mais vendas, além das diferentes técnicas de cultivo, custos e investimentos necessários. A boa adaptação dos animais ao ambiente artificial e a alimentação abrangem uma grande variedade de questões que impactam diretamente no cotidiano da piscicultura.

No mercado atual, existem algumas espécies que têm maior demanda por parte do consumidor, como o piau, a merluza, o pacu, o bagre-africano, a carpa e suas variantes, mas é a tilápia que protagoniza o setor no Brasil.

Por serem as espécies mais adaptáveis aos cativeiros de propriedades rurais — açudes e represas —, as tilápias representam uma fatia considerável dos peixes produzidos em território nacional. Isso se deve, também, a fatores como o alto potencial de produtividade, custos baixos e alta qualidade.

Tilápia

Por serem as espécies mais adaptáveis aos cativeiros de propriedades rurais — açudes e represas — e por terem alta tolerância à variação de temperatura, as tilápias podem ser criadas em diferentes regiões, representando uma fatia considerável dos peixes produzidos em território nacional.

Isso se deve, também, a fatores como o alto potencial de produtividade, custos baixos, alta qualidade e o amplo consumo em pratos típicos da culinária brasileira.

Tambaqui

O tambaqui é muito valorizado na piscicultura devido à sua adaptabilidade e crescimento rápido. Esse peixe consegue suportar variações de temperatura e de qualidade da água, o que o torna adaptável a diferentes ambientes de criação.

Além disso, o tambaqui é um peixe onívoro, ou seja, se alimenta tanto de matéria vegetal quanto de proteínas de origem animal, sendo possível alimentá-los com rações comerciais específicas para peixes, bem como utilizar alimentos naturais presentes no ambiente de criação — em cenários de fazendas de multicultura, isso pode gerar ainda mais economia.

Piau

A criação de piau tem se destacado como uma alternativa interessante na piscicultura, especialmente para pequenos produtores. Esse peixe possui características favoráveis, como resistência a variações de temperatura e adaptabilidade a diferentes tipos de água, incluindo rios, lagos e açudes.

Uma das vantagens da criação de piau é a sua rusticidade. Ele é capaz de se adaptar a condições adversas e possui uma boa capacidade de sobrevivência.

Além disso, o piau tem uma alimentação ampla, se alimentando de matéria vegetal, insetos e pequenos organismos aquáticos, facilitando a sua nutrição em sistemas de criação.

Pacu

Algumas das vantagens do pacu são seu rápido crescimento, sua resistência a variações de temperatura e a sua adaptabilidade a diferentes tipos de água, seja em tanques ou em viveiros.

O pacu é um peixe onívoro, ou seja, se alimenta tanto de matéria vegetal como de pequenos organismos aquáticos. Isso torna a sua alimentação mais flexível e menos dependente de rações comerciais, o que pode reduzir os custos de produção.

Bagre-africano

Esse peixe apresenta um crescimento rápido e uma boa taxa de conversão alimentar, ou seja, converte eficientemente o alimento consumido em ganho de peso.

Uma das grandes vantagens do bagre-africano é a sua capacidade de se alimentar de uma variedade de alimentos, incluindo rações comerciais, resíduos agrícolas, insetos e até mesmo detritos orgânicos.

Isso pode contribuir para a redução dos custos de produção, pois é possível utilizar diferentes fontes de alimento disponíveis localmente.

Carpa

A criação de carpas tem sido uma atividade lucrativa e sustentável na piscicultura. Esses peixes são conhecidos por sua resistência, adaptabilidade e rápida taxa de crescimento.

Além do mercado de consumo de carne fresca, a carpa também é valorizada como peixe ornamental em lagos e aquários. A criação de carpas ornamentais pode ser uma alternativa interessante para produtores que desejam explorar esse segmento.

Encontre bons fornecedores

Como em qualquer ramo de atividade comercial do mercado, o sucesso do negócio está ligado a uma série de aspectos, como a relação como bons fornecedores de insumos, que ofereçam produtos de qualidade, preços atrativos, condições de pagamento acessíveis e, é claro, que entreguem sempre dentro dos prazos pré-combinados.

Para obter contatos de fornecedores de confiança e credibilidade, procure indicações de escritórios públicos de práticas rurais, como o Ministério da Pesca e Secretaria da Agricultura, e Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER), ou uma associação de criadores de sua região. Certamente, esses órgãos poderão fornecer informações sobre como obter bons fornecedores de alevinos, rações, insumos e outros produtos indispensáveis para a criação de peixes.

Estude as melhores técnicas de criação de peixes

Para se aprofundar em relação às diferentes metodologias de piscicultura, é preciso, primeiramente, decidir qual será o meio de alimentação dos animais, que pode ser plantófago, iliófago, zooplantófago, fitoplantófago, detritívoro, herbívoro ou onívoro.

Isso é importante porque, se os animais se alimentam de carne, o investimento será consideravelmente maior e, portanto, seus custos serão proporcionalmente mais altos. Lembrando que é recomendado procurar por espécies que sejam resistentes, com alta taxa de reprodução e bom crescimento.

Pesquise a respeito das técnicas de criação de peixes, pois algumas espécies podem ser cultivadas no mesmo cativeiro.

Adote boas práticas de manutenção da sua piscicultura

O que garantirá uma produção perene e de qualidade são as práticas de manutenção adotadas em sua piscicultura. Ou seja, obter uma cultura produtiva, e que gere bons rendimentos, depende de mais fatores além de simplesmente colocar os peixes no tanque artificial, concorda? É preciso estabelecer uma rotina de cuidados constantes na criação.

Entre os aspectos que impactam de forma direta na produtividade, qualidade e lucratividade do negócio de criação de peixes, estão:

  • a existência de um tanque reservado para as ovas no primeiro mês de vida;
  • a separação dos casais para reprodução de 15 a 30 dias;
  • uma boa frequência de alimentação dos peixes;
  • a qualidade da ração e da água.

Conheça seus concorrentes

Conhecer os concorrentes é a melhor maneira de aprender sobre as melhores estratégias para produzir, divulgar e consolidar o negócio em um mercado tão acirrado como o atual. A concorrência deve ser o seu parâmetro de qualidade, preço e espécies produzidas.

Ao ficar de olho no que as empresas que competem com a sua marca fazem, você sempre saberá quais são as melhores técnicas de criação usadas por outros estabelecimentos que praticam a piscicultura.

Lembrando que é recomendado avaliar a concorrência existente na região escolhida para iniciar a criação de peixes, pois isso influenciará diretamente nas táticas para impulsionar o negócio, especialmente durante a sua fase de consolidação.

O que é determinante para cada criação?

Existem diversos aspectos que impactam no tipo de peixe a ser cultivado em uma piscicultura. Sendo assim, o sucesso do negócio de criação de peixes depende de fatores como os citados abaixo.

Topografia

Em suma, a topografia afeta diretamente a forma como o solo se movimenta nas construções de viveiros e, portanto, recomenda-se que o terreno escolhido para a prática da piscicultura seja plano, pois isso reduz os gastos com terraplanagem.

Solo

As boas condições do solo para construção dos tanques, se optar pelo modelo escavado, também influenciam em toda a cadeia de produção dos animais, e as opções podem ser arenoso ou argiloso. Um terreno com boa estrutura permite que o viveiro seja escavado sem que ocorram infiltrações ou vazamentos.

Localização

Para que os animais vivam, se reproduzam e se desenvolvam em um ciclo produtivo abundante e perene, é imprescindível que seja escolhida uma boa localização, pois isso afeta diretamente na qualidade da água, que deve ser constantemente abastecida e mantida limpa, além do fato de que o clima da região deve ser propício ao desenvolvimento dos peixes.

Sendo assim, a área em que os tanques serão implantados deve ser muito bem planejada, com base em um trabalho de seleção dos locais com base em dados meteorológicos e hidrológicos. Vale mencionar, ainda, que a região de construção dos viveiros deve facilitar o transporte para distribuição e comercialização dos animais.

Por fim, a localização também impacta no tamanho do ambiente de cultivo, possibilidades de exploração de diferentes espécies e custos com adequação e implantação, o que resultará na viabilidade técnica e comercial.

Abastecimento de água

A água é simplesmente o ambiente em que os peixes passam todo o seu ciclo de vida, ou seja, do nascimento, passando pelo crescimento, até a maturidade, que é quando chegam à fase reprodutiva ou de comercialização (quando atinge peso e tamanho para serem vendidos). Portanto, é fundamental que os tanques sejam abastecidos com água de qualidade em abundância, preferencialmente em uma profundidade de até um metro e meio de área.

Criar peixe é lucrativo?

A criação de peixes no Brasil apresenta um grande potencial lucrativo devido ao alto consumo desse alimento pela população, que se preocupa cada vez mais em consumir alimentos que ofereçam benefícios nutricionais.

A título de exemplo, de acordo com uma matéria do Estadão, o custo de produção de 1 kg de tilápia é de aproximadamente R$2,50, enquanto o preço de venda é de, no mínimo, R$5,00. Isso indica uma margem de lucro de 100% na criação de peixes. Portanto, iniciar um negócio nesse segmento apresenta um retorno muito atrativo.

Além disso, comparado a outras atividades agrícolas, a criação de peixes exige um investimento inicial relativamente menor. Os custos de construção de tanques ou viveiros podem ser mais acessíveis que outras estruturas agrícolas, e a criação de peixes não requer grandes extensões de terra.

No entanto, é importante ressaltar que essa margem de lucro pode variar dependendo da espécie de peixe, da estrutura do empreendimento de criação, da localização geográfica, condições climáticas, acesso a mercados, entre outros.

É recomendado realizar um estudo de viabilidade econômica para o empreendimento planejado, considerando todos esses aspectos antes de tomar uma decisão.

Benefícios da criação de peixes para o agricultor

Veja a seguir alguns dos benefícios de iniciar um negócio de criação de peixes:

  • o mercado de peixes é amplo e em constante demanda, o que proporciona boas oportunidades de venda e retorno financeiro;
  • dependendo da espécie de peixe criada é possível obter uma produção comercializável em um período relativamente curto, o que pode resultar em retornos mais rápidos;
  • para agricultores que já têm terras e recursos hídricos disponíveis, a criação de peixes pode ser uma forma de diversificar a produção, agregar valor à propriedade e reduzir a dependência de uma única atividade agrícola;
  • dependendo da região e da espécie de peixe criada, é possível aproveitar nichos de mercado específicos. Por exemplo, a criação de peixes ornamentais para o comércio de aquários ou a produção de espécies de peixes valorizadas na culinária local podem oferecer oportunidades de diferenciação e lucratividade.

Considerações finais

Como você pôde ver, o negócio de criação de peixes tem se mostrado como uma das atividades comerciais rurais mais promissoras das últimas décadas, especialmente no Brasil, que é um país com clima, geografia e perfil de consumo favoráveis à produção e comercialização em larga escala destes animais.

Mostramos, também, quais as principais fatores que viabilizam o cultivo de espécies de peixes, quais os diferentes ecossistemas reproduzidos para a piscicultura, além de uma série de informações úteis para quem deseja iniciar a criação de peixes, como a importância de contar com bons fornecedores de materiais usados nesta prática comercial.

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