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Piscicultura no Brasil: entenda o mercado de peixes nacional!

Modificado em: maio 31, 2023

A piscicultura é uma atividade exercida há aproximadamente 4 mil anos. Inicialmente exercida pelos egípcios e, em seguida, pelos chineses, a prática vem evoluindo, principalmente, no cultivo de peixes para alimentação humana.

Existe uma grande importância histórica e econômica na piscicultura no Brasil e no mundo. Ela é responsável por boa parte da produção de alimentos e diversificação do agronegócio no país. É possível dizer que graças à piscicultura, muitas fazendas ganham mais uma opção de lucros, conferindo solidez e eficácia ao negócio.

Para conhecer um pouco mais sobre a piscicultura no Brasil, continue a leitura conosco!

O que é a piscicultura?

A palavra piscicultura vem do latim e significa “cultivo de peixes”. É uma atividade milenar, que começou pelos egípcios. Eles cultivavam as tilápias-do-nilo para consumo da população. Em seguida, também passou a ser exercida pelos chineses, tanto para alimentação quanto para ornamentação de praças e palácios, as famosas carpas chinesas.

Hoje em dia, a piscicultura é exercida, principalmente, para a alimentação no mundo todo, normalmente, em tanques ou recintos. Podem ser cultivados tanto peixes de água doce quanto salgada. Porém, é mais comum o cultivo de peixes de rios e lagos, por ser mais econômico e fácil o tratamento das águas. Também é considerado um agronegócio.

É uma atividade que exige pouca mão de obra, e pode ser desenvolvida em uma pequena área. Sendo assim, é uma ótima opção de negócio para os produtores, que podem diversificar sua produção, aumentando os seus lucros significativamente.

A piscicultura não é só exercida para alimentação, apesar de a maior parte desse cultivo seja destinado para esse fim. Também é comum esse cultivo de peixes ornamentais para aquários caseiros e profissionais.

O que é a aquicultura?

A aquicultura, muitas vezes, é confundida com a piscicultura, pois em geral, são bem parecidas. Porém, a piscicultura é mais voltada para a criação de peixes em cativeiro.

Já a aquicultura estuda a produção de organismos aquáticos para o uso da humanidade de forma racionada. Dessa forma, engloba, além dos peixes, o cultivo de moluscos, crustáceos, anfíbios, répteis e plantas aquáticas. Ou seja, enquanto a piscicultura só visa a produção de peixes, a aquicultura abrange todo tipo de organismos aquáticos.

Quais são os tipos de piscicultura?

Existem, principalmente, quatro tipos de piscicultura. Por isso, antes de iniciar essa atividade, é importante o produtor pesquisar e entender qual é o tipo mais adequado para o negócio dele.

Cada um deles envolve uma quantidade de produção, estrutura necessária e tamanho da área para exercer a atividade. Vamos conhecer os principais:

Piscicultura extensiva

Exige menos investimento em infraestrutura. Normalmente, é realizada em locais não preparados para o cultivo, como lagos e açudes. Por isso, sua produção é menor, porém, exige menos esforço e investimento.

Piscicultura semi-intensiva

Para esse método, já é necessário algum investimento em infraestrutura, pois é realizada em viveiros e barragens. É recomendado que se utilize o aumento de alimentos naturais na água e o uso de adubo.

Piscicultura intensiva

Exige um investimento maior em infraestrutura, pois os viveiros são projetados para a maior produção de peixes possíveis. Desse jeito, é possível maximizar a produtividade e os lucros dessa atividade. Vale ressaltar que nesse método, são utilizadas rações específicas para engordar os peixes de forma rápida e saudável.

Piscicultura superintensiva

Esse é o método com a maior produção e mais lucrativo de todos. Os viveiros são diferentes, e o confinamento é feito em tanques-rede para maior economia de água e facilidade para manejar os peixes. Além disso, a densidade de peixes por metro quadrado é muito maior, por isso, em uma pequena área, é possível produzir toneladas de peixes.

Qual o desempenho da piscicultura no Brasil?

No Brasil a piscicultura vem crescendo, e de acordo com os dados da Associação Brasileira da Piscicultura, em 2019 a atividade cresceu 4.9%, produzindo mais de 758 mil toneladas de peixes.

Os peixes nativos do país representaram 38% da produção, e 5% foram das demais espécies. A mais produzida pelos piscicultores é a tilápia, que representa 57% de toda produção nacional. Com esses dados, o Brasil se manteve em 4º lugar entre os maiores produtores de tilápia do mundo.

Mesmo com essa produção crescente, o país ainda não consegue ser autossuficiente, ou seja, ainda não produz para atender ao seu mercado interno. Por isso, ainda é um dos principais compradores de pescados de outros países.

Justamente por esse motivo, investir nessa atividade é visto com bons olhos. A possibilidade de suprir o mercado interno, com um negócio que demanda pouca mão de obra e baixos custos de manutenção, vem aumentando o interesse de investidores.

Piscicultura no Brasil: entenda o mercado de peixes nacional

Por que investir na piscicultura no Brasil?

Com certeza, existem muitos motivos para empreender nessa atividade. Principalmente, porque a produção que o país tem hoje não supre o mercado interno, e ainda é necessária a importação, ou seja, é um segmento que tem espaço para novos produtores.

A possibilidade criar várias espécies também é uma boa razão para se investir nesse mercado, pois o piscicultor pode diversificar sua produção para nunca faltar demanda. Dessa forma, o investimento se torna mais seguro, sustentável e lucrativo.

Também vale ressaltar que essa atividade reduz muito os impactos ambientais. Por isso, ajuda na preservação da natureza, além de ser muito menos burocrático de se conseguir licenças e crédito para atuar na área.

A piscicultura vem crescendo a cada ano, então, um investimento imediato significa uma valorização a curto prazo e retorno rápido. Com isso, o piscicultor pode ter altos lucros com pouca mão de obra nessa atividade, além de diversificar a área de atuação dos produtores rurais.

Então, que tal se aprofundar mais sobre o assunto, lendo outro post que fizemos sobre as diferenças entre a aquicultura e a piscicultura? Confira!

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