Voltar para a página inicial

A silagem de resíduos de pescado ainda é uma tecnologia aplicável?

Modificado em: maio 31, 2023

A silagem de resíduos de pescado apresenta muitas possibilidades e vantagens. De fato, esse tipo de tecnologia já foi muito utilizada no comércio de pescado e, hoje, traz algumas dúvidas que podem ser solucionadas ao se aprofundar neste universo.

O caminho mais indicado é identificar quais são as suas necessidades para avaliar o melhor custo-benefício ao longo prazo e se o processo realmente é viável na prática.

Quer saber mais sobre silagem de resíduos? Então, siga com a leitura do artigo!

Entenda o que é a silagem de resíduos de pescado

A silagem representa uma forma de aproveitar os resíduos de pescados, que costumam desperdiçar muita matéria-prima. Na prática, a silagem representa um produto pastoso ou líquido feito a partir de partes de um pescado ou dele inteiro.

Para que isso seja possível, se torna necessário adicionar ácidos, enzimas ou bactérias produtoras de ácido láctico nos pontos em que a liquefação da massa já tenha ocorrido basicamente por conta das ações de enzimas que estão presentes no próprio pescado.

Conheça a importância para o mercado

A bioconversão do material resíduo e o aproveitamento do mesmo traz vantagens econômicas para o mercado de psicicultura. Sem contar que faz muita diferença na hora de solucionar o problema recorrente da eliminação de resíduos, de materiais poluentes e que trazem dificuldades no momento do descarte.

Para a indústria, o conceito atribuído ao termo resíduo está ligado aos subprodutos e todas as sobras resultantes de processamentos de alimentos com valores considerados baixos.

O grande problema, neste caso, acontece com o descarte dos resíduos feitos em lagos de tratamento de efluentes e aterros sanitários, que não são locais recomendados pelo forte cheiro desagradável nas águas.

Diante disso, os resíduos originados do pescado podem ser aproveitados de várias maneiras. Veja a seguir as principais categorias:

  • fertilizantes ou na composição de produtos químicos;
  • ração para animais;
  • consumo humano.

A maior parte do aproveitamento, entretanto, é por meio da fabricação de farinha de peixe para alimentação de animais.

O ponto negativo é que a tecnologia utilizada e que faz com que os resíduos de pescado se transformem em farinha não é economicamente interessante por conta do alto custo. Além do alto investimento inicial, é necessário também um volume diário de dez toneladas, no mínimo, para que esse tipo de negócio seja algo viável.

Já no processo de transformação dos resíduos sólidos de pescado em silagem tudo acontece de maneira mais simples e prática. O investimento inicial depende apenas de adicionar ao que já existe recipientes próprios para o preparo e estocagem.

Fique por dentro do processo

Basicamente, existem três tipos de silagens. A química, que é preservada por ações de ácidos; a biológica, com preservação feita por acidez de fermentação microbiana inserida por carboidratos; e, por último, a enzimática, com adição de enzimas proteolíticas.

A liquefação, nesse caso, é feita pelo próprio pescado. Porém, essa taxa de frescor varia conforme alguns fatores, como o estado de frescor do pescado e da temperatura que envolve o processo de modo geral.

No preparo da silagem ácida, por exemplo, a matéria -prima deve ser selecionada em pedaços pequenos ou moída antes da chegada do momento de adicioná-la ao ácido. Na maioria dos casos, é utilizada a temperatura ambiente e o tempo de estocagem do sistema é responsável por causar as mudanças bioquímicas — que são o objetivo do processo.

Para que os resíduos do pescado entrem diretamente em contato com o ácido, se torna muito importante movimentar a mistura. O motivo é que caso alguma parte fique sem o devido tratamento, ela pode acabar entrando em estado de putrefação.

Depois da mistura na fase inicial, as etapas do processo de silagem começam de maneira natural. Porém, uma movimentação ocasional traz a uniformidade desejada.

Aproveitamento imediato

Vale levar em consideração que o aproveitamento dos resíduos de pescado deve ser feito imediatamente, assim que acontecer o escoamento das mesas responsáveis pelo processamento. Depois da evisceração, quando o processo é manual, o funcionário faz a separação do que é sólido e insere nas saídas acopladas aos picadores ou trituradores.

Já no caso da planta automatizada, a parte de saída da máquina filetadora precisa ser acoplada aos trituradores, também chamados de “twins”, que são responsáveis por receber as partes sólidas.

A partir da homogeneização da massa, ela deve ser distribuída nos tanques de volume conhecidos, nos quais recebem os ácidos sulfúrico e fórmico na medida de três por um.

Isso é importante na hora de promover a autólise e o devido abaixamento de PH da biomassa. Outro ponto é que o PH deve ser verificado conforme a solução ácida é inserida, porque ela representa o indicativo da quantidade de ácido que será preciso ter no processo.

O efeito causado por esse ácido faz com que a biomasssa seja conservada. Sendo assim, é necessário ter muito cuidado para não deixar resíduos sem o tratamento — o que resultaria em ações microbianas e pontos de vulnerabilidade.

Descubra quais são os principais benefícios

O valor nutritivo da silagem é a mesma presenta na matéria-prima e se encontra em sua capacidade de duração proteica. Por esse motivo, ela deve ser preservada adequadamente ao evitar estocagens prolongadas. No comparativo com a farinha de pescado, a silagem traz menores teores de aminoácidos sulfurados, porém, mais elevados em relação à lisina.

A silagem também acontece por meio de uma tecnologia simples (não importa qual seja a sua escala), apresenta problemas reduzidos de odor, não depende do clima e pode ser feita tranquilamente em barcos. Outro destaque é que em regiões de clima tropical o processo costuma ser mais rápido.

De maneira nenhuma a silagem deve ser vista como um produto concorrente da farinha de peixe na alimentação animal. O objetivo, aqui, é ser uma alternativa vantajosa quando a farinha de peixe não pode suprir a demanda em conjunto com o crescente aumento de resíduos no mercado de pescado, principalmente para pequenas unidades.

Conte com profissionais especializados

A ideia da silagem de pescado, normalmente, gira em torno de reduzir os custos com rações de pequenos produtores. Em função disso, passa a ser comum que os produtores queiram produzir silagens de resíduos de pescado e preparar ração caseira com a inclusão do material.

O mais importante para que tudo aconteça como o esperado e o resultado tenha qualidade é que o processo seja acompanhado por profissionais capacitados, que conseguem garantir a higiene adequada ao longo do processo e sabem usar o material adequado.

Em muitas situações, a tecnologia da silagem de resíduos de pescado é aplicável mas, para isso, precisa existir um ambiente adequado, com foco na produção de qualidade.

Por exemplo, uma silagem feita com resíduos ricos em proteína são mais nutritivas do que as produzidas com carcaças e peixes filetados. Com esse olhar estratégico, coloque tudo na ponta do lápis para encontrar o melhor custo-benefício.

Gostou das informações do artigo? Então, aproveite para ler também sobre lona para silagem e descobrir como funciona este produto.

Novidades

Cadastre-se na nossa newsletter
e receba notícias em seu e-mail

Selecione o assunto do seu interesse

    Banner Tanque Circular

    Materiais Gratuitos