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Qualidade da água no cultivo de peixes e camarões: entenda a importância!

Modificado em: maio 31, 2023

A qualidade da água no cultivo de peixes e camarões é um dos aspectos mais importantes para o crescimento contínuo dos negócios na aquicultura. Afinal de contas, ela influencia o desempenho da produção, leva ao lucro ou ao prejuízo do processo e contribui para o aumento do peso dos animais, por exemplo.

Nesse cenário, aparecem as peculiaridades físicas, biológicas e químicas dos seres vivos, características que integram de maneira individual ou coletiva e impactam a eficiência produtiva. Se os peixes e camarões não encontram o bem-estar, o equilíbrio do ecossistema perde-se, resultando na retração econômica da atividade.

Para entender tudo a respeito do assunto, siga a leitura do post. No conteúdo, explicamos os principais critérios a serem analisados para mensurar a qualidade da água e, de quebra, trazemos dicas valiosas com relação à manutenção de bons índices. Confira!

Como avaliar a qualidade da água no cultivo de peixes e camarões?

O primeiro passo, é claro, consiste na identificação de métricas úteis e realmente relevantes sobre a análise da água. A seguir, você confere os principais critérios com esse objetivo.

Temperatura

Peixes são animais pecilotérmicos: a temperatura do corpo deles está em constante adaptação segundo as características do ambiente em que vivem. Espécies nativas costumam tolerar máximas entre 22 °C e 32 °C, apresentando o pico de desempenho na casa dos 24 °C aos 30 °C.

Portanto, como fica evidente, a temperatura corporal dos peixes diminui quando a água esfria e sobe na situação oposta. E esse elemento causa um impacto profundo na vida dos peixes, já que respiração, alimentação, reprodução e metabolismo, por exemplo, têm ligação direta com a temperatura.

Transparência

A qualidade da água no cultivo de peixes e camarões também depende bastante da transparência dela. Afinal de contas, existe uma relação muito próxima entre essa métrica, a incidência de luz oriunda do sol, a produção de oxigênio dissolvido pelo processo de fotossíntese e o volume de matéria orgânica presente.

A vida no ambiente aquático, é claro, exige luz. Quando a transparência está baixa, há pouca penetração de iluminação na coluna de água. Consequentemente, não se fornece calor nem as demais condições essenciais para a evolução do fitoplâncton, que, por sua vez, afeta a produção de oxigênio.

Amônia

No ambiente aquático, a amônia aparece em duas formas distintas: ionizada (NH4+) e não-ionizada (NH3-) — esta última apresenta graus mais elevados de toxicidade. O equilíbrio entre elas depende muito do pH, que veremos a seguir, e da temperatura.

Apesar disso, sua presença é oriunda da excreção dos peixes, por meio das brânquias, de alimentos não consumidos e de adubos nitrogenados. Vale a pena conhecer, portanto, os índices tóxicos da amônia na água, que giram na casa das 0,6 partes por milhão (ppm) a 2 ppm.

Quantidades superiores a essas são muito perigosas para as espécies, e rações com alta digestibilidade podem diminuir a liberação de amônia na água, qualificando-a. A amônia deve ser transformada em nitrito e, após, em nitrato, substância não tóxica usada pelas plantas. Para isso, lagos ricos em bactérias nitrificantes, responsáveis pelo processo, são fundamentais.

pH

O pH nada mais é do que o potencial hidrogênico de determinada solução, especificando a acidez ou a basicidade dela entre 0 e 14. Pensando na qualidade da água no cultivo de peixes e camarões, o índice ideal oscila de 6,5 a 8, podendo ser considerado ácido devido ao excesso de gás carbônico. Quando fica baixo demais, vira alcalino.

Isso porque o pH 7 é chamado de neutro, acima disso, alcalino e, abaixo, ácido. Quantidades inferiores a 4 e superiores a 11 causam, inclusive, o risco de mortalidade para inúmeras espécies de seres aquáticos. Os elementos mais importantes para a determinação do pH são o dióxido de carbono e os sais em solução.

Oxigênio

A relação entre a saturação de oxigênio e a altitude ou a temperatura da água é inversamente proporcional. Trata-se da variável mais determinante para analisar a qualidade da água, dependendo, também, da salinidade, por exemplo.

Sempre medido em miligramas por litro (mg/l), o oxigênio se apresenta com aplicações diferentes para cada espécie. Peixes tropicais costumam demandar concentração acima de 5 mg/l, e exposições a níveis menores do que 3 mg/l podem causar estresse, o que também reduz a resistência e aumenta a chance do surgimento de doenças.

De que maneira manter a qualidade da água?

Tanto em tanques de terra quanto em cultivos intensivos, existem práticas de eficácia comprovada para qualificar o ambiente em que vivem peixes e camarões. Veja na sequência.

Tanques de terra

Sejam açudes, viveiros ou outros tipos, com ou sem renovação constante da água, a qualidade do líquido é perfeitamente ajustável a partir dos seguintes hábitos de manejo:

  • aplicação de calcário agrícola ou cal para corrigir o pH e sustentar o sistema químico da água por meio do incremento dos níveis de alcalinidade;
  • aeração mecânica, com uso de aeradores de pás e bombas verticais, buscando a manutenção dos índices de oxigênio adequados, sobretudo durante a noite;
  • renovação da água, o que ajuda a diluir nutrientes e substâncias tóxicas, caso da amônia, impedindo, ainda, a proliferação de microalgas.

Cultivos intensivos

A aeração mecânica ganha ainda mais protagonismo nos cultivos intensivos, já que o oxigênio dissolvido representa o grande limitador da produção nesse cenário. A prática citada entrega a capacidade de elevar o potencial produtivo, sempre de maneira segura.

O mais indicado é manter concentrações de oxigênio superiores a 60% da saturação. Se existe forte presença de fitoplâncton, a oscilação nos índices tende a ser frequente, inclusive dentro de um mesmo dia, devido à respiração dos peixes e ao processo de fotossíntese das plantas submersas.

Quando o sol é forte, a geração de oxigênio fica acima do consumo dele na respiração, o que faz subir o nível da substância na água, desde a manhã até a tarde. Por outro lado, a partir desse horário, a concentração baixa, o que demanda o trabalho do aerador mecânico.

A qualidade da água no cultivo de peixes e camarões, conforme conferimos, é essencial para manter a produção em alta. Existe uma série de critérios a avaliar e, se houver a devida organização no ambiente produtivo, passa a ser muito mais fácil identificar carências e otimizar o que já está dando certo.

Gostou do post? Foi útil para você? Ficou com alguma dúvida ou tem algo a acrescentar? Aproveite e deixe um comentário!

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