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Plano de manejo: o que é, para que serve e como elaborar?

Modificado em: maio 31, 2023

Desenvolvimento econômico e cuidados redobrados com o meio ambiente: o que eles têm em comum? São alcançados graças a um plano de manejo. Para quem trabalha diretamente com agronegócio e produção agrícola, isso é tema sério. Afinal, os consumidores estão atentos a empresas e produtos que tenham sempre em mente as questões climáticas.

Por isso, elaborar um plano de manejo que seja completo e detalhado com todas as informações daquela plantação é uma ótima alternativa. Isso fará com que o agricultor tenha melhores condições de competitividade em um mercado com muita demanda. No final, todos saem ganhando: clientes, produtor e, principalmente, o meio ambiente.

Quer saber mais sobre o plano? Trouxemos várias dicas para que você monte o seu e tenha excelentes resultados no campo. Confira!

O que é um plano de manejo?

Um plano de manejo nada mais é do que um conjunto de ações que devem ser adotadas para ganhar benefícios socioeconômicos, mas sem descuidar do meio ambiente. Olhando para a prática, o planejamento agrega ações que ajudam no uso sustentável dos recursos naturais, principalmente, quando se trata de Unidades de Conservação (UC).

Para ter uma ideia, os profissionais que fazem essa análise criam estratégias que envolvem o manejo integrado de pragas, recuperação do solo e controle fitossanitário. Então, o documento também atua como um verdadeiro guia, mostrando quais intervenções humanas podem ocorrer e as que são proibidas em determinada área.

Para que serve o plano de manejo?

O principal objetivo do plano de manejo é alinhar as expectativas de desenvolvimento econômico agrícola com a preservação do meio ambiente. Tudo isso, junto das demandas atuais que estão voltadas para as questões climáticas — pois é uma tendência de mercado que veio para ficar.

É válido reforçar que qualquer área dentro das Unidades de Conservação precisa de um plano de manejo, conforme está previsto na Lei Federal nº 9.985/2000. Podemos dizer, então, que os objetivos do plano são:

  • seguir rigorosamente as normas da Unidade de Conservação;
  • definir os objetivos para o manejo;
  • promover e facilitar a integração das comunidades que vivem perto com as Unidades de Conservação;
  • orientar e acompanhar sempre que possível as UCs para que definam suas diretrizes.

Como funciona?

Para começar a ir atrás dos objetivos que listamos, é fundamental fazer uma análise da região em foco, entendendo as suas características e detalhando quais são. Por exemplo, ao se tratar de uma UC que fica no litoral sul do Brasil, é claro que há inúmeras diferenças com uma que esteja na Chapada Diamantina, na Bahia. Ou seja, é preciso levar em conta o que há em cada unidade.

Tendo isso em mente, é importante que o plano de manejo seja feito por profissionais multidisciplinares. Isso ajudará a avaliar todos os aspectos das UCs. Nessa equipe, uma dica é investir em:

  • engenheiro ambiental;
  • jornalista;
  • biólogo;
  • geógrafo;
  • advogado;
  • técnicos ambientais;
  • sociólogo.

Nesse sentido, a equipe vai orientar e supervisionar quem está mais à frente do planejamento das Unidades de Conservação. Em alguns casos, há ainda a necessidade de coordenar esse processo de planejamento.

Qual a situação do manejo no Brasil?

A obrigatoriedade de desenvolver plano de manejo no Brasil existe desde o ano 2000, com a instituição da Lei Federal. Porém, antes disso, já era aplicado esse tipo de documentação técnica, até como forma de orientação e registro.

Essa determinação ocorreu em 1979, com o Decreto 84.017, que regulamentava os parques brasileiros. Era possível encontrar as especificidades que o plano de manejo deveria ter, como definição das zonas, graus de intervenção, manejo ecológico etc.

Como elaborar um plano de manejo?

Algumas etapas fazem parte dessa elaboração. Uma dica valiosa é segui-las com afinco para que tudo esteja em conformidade.

Informação

Um bom plano de manejo precisa ter o máximo de informações possíveis. As mais importantes passam pelo tipo de vegetação predominante, características geográficas, se é uma propriedade pública ou privada etc.

Responsáveis

Mais uma etapa do plano é definir quem serão os técnicos responsáveis. Leva-se em conta os profissionais que farão a elaboração do plano, o representante legal e o executor das tarefas físicas.

Objetivos e justificativa

Quais são os objetivos desse plano de manejo e por que é preciso fazê-lo? Tudo isso tem que estar bem detalhado no documento.

Descrição da região e da propriedade

É o que vai nortear as ações do plano. Não podem faltar informações como estado, município, formas de acesso (se é marítima, aérea ou terrestre), marcos limites, e por aí vai.

Características geográficas e populacionais

A comunidade que vive no entorno precisa ser incluída na integração das Unidades de Conservação. Por isso, detalhes como saneamento básico, saúde, educação e índice de desenvolvimento humano (IDH) são fundamentais.

Além disso, descreva as características geográficas, tais como o clima, o tipo de fauna, os córregos, o solo, o relevo etc.

Produção de inventário florestal

No inventário florestal, é a hora de listar informações como estrutura, densidade, metodologia aplicada no manejo, análise e acompanhamento do que se teve como resultado, além da capacidade de produção.

Quais os principais desafios enfrentados na elaboração?

Como qualquer planejamento, nesse, também há alguns desafios a serem enfrentados. Um dos setores que mais deixam a tarefa menos ágil está relacionado à logística. Afinal, a maioria das Unidades de Conservação estão em locais de difícil ou pouco acesso. Depois, vem o seguinte:

  • dificuldades de adequação: às vezes, o que se tinha imaginado ou planejado como base não combina ou se encaixa na realidade da UC. Nesse sentido, é preciso rever o plano de manejo todo;
  • entraves de implementação: implementar o plano de manejo pode parecer rápido e sem grandes ruídos, porém, existe um mundo ao redor com momentos de crise econômica, social, falta de suprimentos etc.;
  • falta de perícia: em alguns casos, a perícia é feita de forma superficial ou é pobre em informações. A atenção, aqui, precisa ser grande.

No mais, uma dica é separar alguns meses para estudo prévio e, enfim, a produção do planejamento.

O plano de manejo é importante para o bem socioeconômico e o equilíbrio com o meio ambiente. Ou seja, quanto mais bem estruturado, melhor. Sempre que tiver alguma dúvida, é interessante reler este material e listar tudo o que já foi e está sendo feito.

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