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Adubação dos tanques de piscicultura tornam viveiros nutritivos

Modificado em: maio 31, 2023

A adubação de manutenção deve ser feita para garantir alimento natural aos peixes o ano inteiro.

A qualidade da água é um dos principais fatores a serem observados em um sistema de piscicultura. Analisando os níveis de nutrientes presentes nela, o produtor consegue saber o que deve ser melhorado ou modificado, pensando sempre no melhor para o desenvolvimento dos peixes. Em alguns casos, a adubação dos tanques de piscicultura tornam os viveiros mais nutritivos.

Mas é claro que isso precisa ser feito de maneira comedida e sempre por um responsável técnico, que conheça as especificidades dessa atividade.

Para entender melhor sobre esse assunto e aproveitar algumas dicas práticas que podem contribuir com a sua propriedade, é melhor ficar de olho até o final deste post. Aproveite a leitura!

O que é a adubação dos tanques de piscicultura?

A técnica de adubação ou fertilização dos tanques de piscicultura é uma prática que tem se tornado bastante popular entre os produtores. Ela permite manter um ecossistema saudável, especialmente para aquelas espécies conhecidas como filtradoras, como a tilápia, que se alimentam de zooplânctons e fitoplânctons. Desse modo, é importante manejar a água para que ela sempre tenha esses microrganismos disponíveis.

Os peixes se alimentam com uma quantidade suficiente ao longo do seu desenvolvimento, demandando uma quantidade relativamente menor de ração. Isso também impacta os custos de produção, que se tornam igualmente menores.

Essa fertilização pode acontecer, basicamente, de duas maneiras:

  • química — com produtos específicos compostos para essa finalidade;
  • orgânica — com compostos de vegetais e esterco curtido proveniente de animais domésticos.

Quais são os benefícios para a criação de peixes?

Ao contrário do que se imagina, não são os peixes que vão comer o adubo, mas os microrganismos que vivem no tanque. Os peixes se alimentarão desses microrganismos, ganhando peso e tamanho com o passar do tempo. Ao adubar a água, os plânctons é que se desenvolvem, servindo como refeições nutritivas para a criação.

Esses microrganismos também promovem a oxigenação da água e conferem a ela uma condição importantíssima: a turbidez. Uma água turva é o que impede que os raios solares penetrem com mais profundidade no tanque, o que pode atrair a predação das aves e, em ambientes naturais, facilitar o crescimento de plantas aquáticas.

Em geral, pode-se usar tanto o adubo orgânico fresco, como fezes frescas, quanto curtido — que, aliás, apresenta um melhor resultado. Nesses casos, o adubo inorgânico ou de origem química deve ser usado de maneira complementar, fornecendo justamente os nutrientes dos quais o tanque está mais carente.

Os produtores costumam fazer uma adubação inicial para preparar o tanque para o povoamento. Depois disso, são observadas as condições de transparência da água e executadas novas adubações com, aproximadamente, metade das dosagens iniciais. Essa readubação periódica pode ser feita toda semana ou quinzenalmente, dependendo da necessidade.

Como você deve ter percebido, além de aumentar o tamanho e melhorar o desenvolvimento dos peixes, a fertilização dos tanques também reduz a demanda por ração — que está entre os custos mais variáveis na piscicultura. A combinação entre esses dois fatores dá ao negócio uma margem maior de lucro (com custos menores e uma produção de qualidade superior).

De que maneira a fertilização pode ser feita?

O primeiro grande passo é entender qual é a condição atual dos tanques. Uma das maneiras mais eficazes de avaliar a água do tanque é utilizando o disco de Secchi. Com ele, é possível perceber se a água está com alta quantidade de nutrientes, ou seja, excesso de plâncton, o que dificulta a respiração dos animais, ou baixa, oferecendo quantidades insuficientes de alimento natural.

Nos casos em que forem constatados níveis baixos de nutrientes na piscicultura, o produtor tem uma solução simples e eficaz: a adubação. “A principal finalidade da adubação é a de estimular o crescimento de organismos que servirão de alimento aos peixes em cultivo”, afirma o doutor em Piscicultura e Aquicultura, Manuel Vazquez.

Esse processo deve ser realizado de duas formas: a adubação de preparação do tanque, feita após a calagem para iniciar a criação de peixes; e a adubação de manutenção, utilizada para manter adequados os níveis de nutrientes da água do viveiro durante a criação. O adubo utilizado pode ser químico ou orgânico, sendo a combinação desses dois uma excelente opção, trazendo resultados satisfatórios.

Em ambas as formas, os adubos químicos mais utilizados são o superfosfato triplo e o sulfato de amônia. No caso dos orgânicos, o esterco de aves, seguido pelo de suínos, apresentam a melhor aceitação. Independentemente da natureza do produto, o objetivo principal de seu uso é fornecer minerais à água do viveiro, como fósforo e nitrogênio.

Um aspecto que deve ser conhecido tem relação com as consequências da adubação inicial. Quando ela é executada, associada à calagem, traz alterações significativas no pH e na concentração de oxigênio. No entanto, com o passar de 5 a 10 dias, esses níveis se estabilizam, sendo feito o peixamento em sequência. Com os peixes dentro do viveiro, procedem-se então as adubações de manutenção periódicas.

“O período de estabilização é importante para que as populações dos organismos se desenvolvam rapidamente. A adubação de manutenção pode ser feita quinzenalmente, mas o ideal é que ela seja determinada pelo uso de algum método de amostragem”, explica Vazquez, que também é professor do curso de Criação de Peixes da UOV — Universidade Online de Viçosa.

Quais são os cuidados a serem tomados?

Ao fertilizar os tanques é importante ter em mente que os adubos orgânicos vão ter uma liberação mais lenta de nutrientes, além de cumprirem com uma função de impermeabilização do fundo e das paredes do viveiro. Portanto, isso também precisa ser calculado.

Se a necessidade nutricional dos peixes for maior ou mais urgente, os adubos químicos são uma alternativa para a rápida disponibilidade desses componentes. Os mais usados, nesse caso, incluem o nitrogênio e os superfosfatos.

Após a adubação, as características da água se alteram. Por isso, é necessário um acompanhamento mais rigoroso nessa fase, principalmente para que não falte oxigênio e os peixes não morram. Identificar esse problema não é difícil, afinal, ele é acompanhado de “sintomas” visíveis, como:

  • coloração verde intensa ou então avermelhada;
  • ou transparência inferior a 30 centímetros.

Outro ponto que merece atenção em relação à adubação é que ela deve ser evitada nas etapas de recria e de engorda doa animais. Durante essas fases, as fezes dos próprios peixes adubam a água e uma fertilização extra, nesse caso, pode prejudicar o habitat dos animais em vez de ajudar.

Além disso, existem alguns especialistas que contraindicam o uso de esterco para a fertilização. A justificativa é que ele ofereceria risco de contaminação por doenças tanto aos peixes quanto aos seres humanos. Então, é interessante, no mínimo, conhecer a procedência do material orgânico usado.

Outras boas práticas também são fundamentais para garantir a segurança da criação. É o caso da limpeza periódica dos tanques e da manutenção correta do local, removendo peixes mortos e evitando a proliferação de doenças.

Como você viu, a adubação é fundamental para garantir mais qualidade nutricional para os animais, o que vai fazer com que eles cresçam mais e de forma mais saudável. Isso tudo em um ambiente equilibrado e que forneça todos os recursos dos quais ele precisa.

Não se esqueça de contar com uma infraestrutura de qualidade, que proteja os animais contra predadores e quaisquer contaminações externas. Para isso, recomendamos escolher uma fornecedora de qualidade, como a Sansuy, para proporcionar os melhores tanques disponíveis no mercado para a prática intensiva da piscicultura.

Agora, que tal você ir além deste assunto e conferir mais sobre as técnicas de produção de peixe? Confira o nosso Guia da Piscicultura de Sucesso!

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