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Doenças na criação de peixes em tanque: saiba como evitá-las!

Modificado em: setembro 11, 2023

Os empreendimentos de piscicultura devem estar sempre atentos à saúde dos seus peixes, pois os ambientes restritos dos tanques são bastante propensos a surtos de doenças. Esse é um mal que pode custar caro ao produtor, uma vez que animais doentes significam perda de produtividade e custos extras com tratamento veterinário.

A prevenção é a melhor forma de evitar impactos negativos pela ocorrência de enfermidades. Por isso, escrevemos este artigo para ensinar a você os melhores cuidados para criação de peixes em tanques. Continue a leitura e confira!

Quais as principais causas do surgimento de doenças nos peixes?

O surgimento de doenças nos peixes envolvem circunstâncias similares à de seres humanos e outros animais. A ausência de cuidados que garantam a qualidade de vida das espécies é o fator que mais contribui para o seu adoecimento.

Portanto, garantir um bom ambiente no criadouro é decisivo para o bem-estar dos peixes na piscicultura, uma vez que a vida em confinamento tende a ser estressante para eles. Tanques superlotados, água de má qualidade e manejo inadequado são situações que enfraquecem o sistema imunológico dos animais e colaboram para a proliferação de micro-organismos nocivos à sua saúde.

O contágio pode ocorrer pelo contato com animais, água ou objetos contaminados. Isso acontece, por exemplo, quando são usados equipamentos sujos ou novos organismos são introduzidos nos tanques sem antes passarem pela quarentena. Animais predadores também podem transmitir doenças aos peixes em criadouro.

Quais as doenças mais comuns na criação de peixes em tanques?

Ictiofitiríase

A ictiofitiríase é causada pelo protozoário Ichthyophthirius multifiliis, sendo conhecida também como doença do ponto branco devido ao padrão de manchas deixado pelo parasita no corpo dos hospedeiros. Essa é uma enfermidade bastante conhecida nos reservatórios de aquacultura.

O protozoário é transmitido aos peixes com a introdução de animais já infectados no tanque, mas também pode ocorrer por meio de instrumentos de manejo. Períodos com quedas bruscas de temperatura deixam as espécies mais vulneráveis à doença.

Além dos pontos brancos, os peixes podem desenvolver falta de apetite, apatia, coceira e dificuldades respiratórias. Os animais jovens são os mais suscetíveis aos casos mais graves da doença, que pode levar à morte.

Oodiniose

A oodiniose, também chamada de doença de veludo, é causada pelo protozoário Oodinium pilullaris. Seu nome popular se deve ao principal sintoma da doença, que é o aspecto aveludado no corpo do peixe. Os seus sintomas também incluem pontos dourados e úlceras na pele, insuficiência respiratória e espasmos nas barbatanas.

As principais formas de contágio pela doença são a introdução de animais doentes e a água de má qualidade. Os peixes podem sofrer descolamento da pele em casos mais graves, uma vez que ela é a fonte de alimento do parasita.

Hidropisia

A hidropisia não é uma doença propriamente dita, mas, sim, uma condição que leva a um acúmulo de líquidos na cavidade abdominal devido ao mau funcionamento dos rins. O seu principal sintoma é o inchaço na barriga dos peixes, que pode se estender para outras partes do corpo e deixar as escamas com aspecto de arrepiadas.

A origem mais comum da condição são as infecções bacterianas, principalmente as causadas pelas bactérias do gênero Aeromonas Punctata, cuja presença é comum em tanques de piscicultura. Ambientes estressantes em criadouros também podem contribuir para a evolução do problema.

O tratamento inclui a administração de antibióticos, caso a presença de bactérias seja confirmada. Medidas de prevenção incluem a higienização dos tanques e armadilhas para predadores, já que eles podem transportar os micro-organismos até os criadouros.

Costiose

A costiose é uma doença causada por pequenos protozoários, como o Ichtyobodo sp. e o Chilodonella sp. Os sinais típicos da enfermidade são mudanças de comportamento nos peixes, coloração opaca e nadadeiras fechadas. Em casos mais graves, o animal pode apresentar feridas com hemorragias.

Como os seus sintomas são comuns a outra doença, a confirmação só pode ser feita após a análise do veterinário. O tratamento é realizado por meio de parasiticidas adicionados à agua do tanque, além das boas práticas de higienização do criadouro.

Como prevenir e tratar essas doenças?

Qualidade da água

A qualidade da água é fundamental para a saúde de organismos aquáticos, por isso você deve se certificar de que os seus parâmetros estejam em níveis adequados para a espécie criada. Elementos como pH do tanque, temperatura, amônia, nitrito e oxigenação devem ser monitorados regularmente e ajustados quando necessário.

Os aeradores para piscicultura são ótimos para reduzir o estresse dos peixes, pois eles ajudam a uniformizar a oxigenação e a temperatura dos tanques. Apesar de terem um custo mais alto, os sistemas de recirculação de água também são um bom investimento para manter a limpeza e diminuir gastos com a troca de água.

Higienização regular

Tanques e equipamentos podem se tornar um prato cheio para fungos e bactérias devido a fezes, restos de comida e outras matérias orgânicas que ali se acumulam. Uma limpeza periódica é fundamental para evitar doenças e garantir a qualidade de vida da criação de peixes.

Os criadouros devem ser desinfetados entre cada troca de lote, pois patógenos e parasitas do lote anterior podem sobreviver nos detritos aglomerados no fundo do criadouro e contaminar a nova população de peixes.

Quarentena

A quarentena compreende um período de observação ao adquirir novos peixes, que devem permanecer em viveiros isolados dos demais. Esse é um cuidado importante para evitar a introdução de animais infectados nos criadouros, pois há um período de incubação para que as enfermidades manifestem os sintomas visíveis.

Os viveiros em quarentena não devem compartilhar a mesma água dos demais criadouros, uma vez que ela também atua como vetor de doenças.

A criação de peixes em tanques exige cuidados específicos para que os animais estejam sempre saudáveis. Seguir as boas práticas de manejo é fundamental para a lucratividade do negócio, pois evita gastos excessivos e prejuízos decorrentes da perda de animais. Na dúvida, consulte sempre um profissional de veterinária da sua confiança.

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