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Destruição da soqueira do algodão: entenda o que é e como fazer

Modificado em: maio 31, 2023

O processo de destruição da soqueira do algodão consiste em retirar as raízes e os talos da planta para evitar problemas futuros na área de cultivo. Basicamente, o agricultor elimina as plantas logo após o momento da colheita, possibilitando a interrupção do ciclo biológico de pragas e doenças.

Ao contrário de outras plantas, o algodão apresenta um ciclo perene, ou seja, a espécie continua vegetando após a frutificação. A manutenção no campo de cultivo é fundamental, principalmente se o produtor tem a intenção de plantar outras culturas no local, como a soja e o feijão. Acompanhe a seguir e entenda como fazer a destruição da soqueira do algodão para aumentar a produtividade da sua propriedade!

Qual a importância de destruir a soqueira do algodão?

Após a colheita da cultura do algodão, é indicado que os produtores realizem a erradicação das soqueiras por meio de controle físico, visando ao controle de ervas daninhas e à interrupção do ciclo biológico de pragas e doenças na área de cultivo. Além disso, o processo também é fundamental para reduzir o consumo de defensivos na propriedade.

A retirada dos restos do algodão pode ser feita de diversas maneiras, retirando manualmente as plantas ou utilizando produtos químicos específicos. Atualmente, também existem máquinas e outros implementos agrícolas desenvolvidos especialmente para a eliminação de soqueiras.

Como o algodão é uma espécie perene, a planta continua crescendo e pode causar danos ao próximo cultivo, caso o produtor tenha a intenção de inserir novas culturas na área. A destruição da soqueira do algodão, portanto, evita prejuízos e possibilita a redução de mais de 70% da população de insetos e pragas que sobreviveriam no período da entressafra.

A prática é tão importante que existe uma portaria ministerial que obriga os produtores a destruírem as soqueiras. Caso o agricultor não realize o manejo adequado, pode sofrer penalidades, multas e supressão de incentivos fiscais. Assim, é essencial escolher uma maneira adequada para realizar o processo de destruição das soqueiras de algodão.

Como fazer a destruição da soqueira do algodão de forma adequada?

A destruição da soqueira é feita retirando as raízes e os talos do algodão logo após o processo de colheita. Como a planta tem um ciclo perene, isso impede que doenças se desenvolvam na área e prejudiquem as futuras safras.

A prática permite que as novas culturas sobrevivam no período da entressafra. No entanto, é importante realizar o manejo das plantas de algodão da forma adequada. Atualmente, é possível fazer a manutenção do cultivo de diversas maneiras.

Manejo químico

O manejo químico, por exemplo, é um dos métodos mais utilizados pelos produtores de algodão. O processo requer o uso de defensivos e herbicidas, como o glifosato ou o 2,4-D, aplicados de forma isolada ou associada. Ambos os produtos apresentam ação sistêmica dentro das plantas, alcançando as partes vegetativas em todos os pontos da cultura.

Nesse método, as plantas são primeiramente roçadas e trituradas. Logo após esse momento, o algodão recebe uma ou mais aplicações de herbicidas. O 2,4-D é absorvido pelo sistema radicular por até 20 dias enquanto que o glifosato não tem ação quando em contato com o solo.

Método cultural

Já no método cultural, os agricultores realizam o cultivo de algumas espécies em sucessão ao algodoeiro. Essa é uma estratégia que ajuda no controle da rebrota e inibe o desenvolvimento inicial de plantas sobreviventes.

Cultivar as espécies em sucessão ainda reduz a capacidade fotossintética e aborta as estruturas reprodutivas do algodão. A soja, por exemplo, cumpre muito bem essa função em conjunto com o algodoeiro. No entanto, o método cultural deve ser feito em consórcio com outras técnicas, como a química e a mecânica.

Manejo mecânico

O manejo mecânico consiste na utilização de implementos agrícolas específicos que fazem a roçagem e a trituração das plantas. Independentemente do procedimento que o produtor escolher, o manejo mecânico deve ser a primeira etapa para destruir os restos culturais do algodão.

Em geral, os agricultores também utilizam equipamentos tradicionais para o preparo do solo, como grades aradoras e niveladoras. Tudo isso garante a preservação do solo e uma melhor produtividade para o algodoeiro e os cultivos em sucessão.

Manejo com equipamentos adequados

O uso de equipamentos adequados é essencial para ter maior eficiência no manejo da espécie. Hoje é possível encontrar diversas opções no mercado, como roçadeiras, máquinas de destruição de touceiras e arrancadores. Os equipamentos apresentam alta eficiência no arranque das plantas e possibilitam resultados mais positivos, principalmente se o objetivo é trabalhar outras culturas na área.

A escolha dos equipamentos deve considerar as condições da propriedade e do solo. As roçadeiras, por exemplo, são indicadas para grandes áreas, uma vez que são capazes de cortar as partes aéreas e os restos vegetativos do algodão.

O que pode acontecer quando o processo não é feito pelo produtor?

A destruição das soqueiras é uma etapa essencial para os agricultores que querem atingir o máximo potencial produtivo na propriedade. Além de tudo, o processo interrompe o ciclo biológico de diversos insetos que transmitem doenças e outras pragas pelo ambiente.

Mesmo que o algodão seja cultivado em consórcio com grãos e leguminosas, a planta pode atrapalhar a futura produção de outras espécies. Como o ciclo é perene, o algodão continua a buscar nutrientes no solo e a competir por luminosidade, crescendo por cima das outras culturas.

Por isso, sem realizar a destruição das soqueiras, os agricultores correm diversos riscos e podem ter prejuízos significativos nos lucros. Para escolher o método mais adequado para realizar a eliminação das plantas, é importante avaliar as condições do terreno e se o local suporta a implementação de máquinas, equipamentos e implementos agrícolas mais pesados.

A destruição da soqueira do algodão é um processo indispensável para os produtores que querem atingir o máximo potencial dos cultivos. Além de proteger contra pragas e doenças, o procedimento ainda auxilia nas futuras plantações, principalmente se a área for reservada para a produção de grãos e leguminosas, como a soja e o feijão.

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