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25 de agosto: conheça a data em que se comemora o Dia do Feirante

Modificado em: setembro 1, 2023

Todo ano, mais precisamente no dia 25 de agosto, é celebrado o Dia do Feirante. Espalhados pelo país inteiro, esses profissionais são trabalhadores muito importantes para o sustento da economia em diferentes níveis, desde a regional até a nacional.

Afinal, eles aumentam a oferta de diversos produtos oriundos da agricultura, o que ajuda a garantir os alimentos nas nossas mesas dia após dia. Nada mais justo, então, do que a existência e a celebração de uma data específica no calendário para reconhecer esse trabalho.

Nessa data, são organizadas feiras e festas em homenagem a esses profissionais em várias regiões do Brasil. Para saber mais a respeito da sua origem e sobre a importância da função, continue conosco por aqui e faça boa leitura do post!

Qual é a origem do Dia do Feirante?

A data foi escolhida para homenagear a primeira feira livre, que contou com 26 feirantes e aconteceu em 25 de agosto de 1914, no Largo General Osório, em São Paulo. Na época, Washington Luís era o prefeito da capital paulista e oficializou as feiras livres no Brasil, a partir do chamado Ato 625.

Os agricultores da época, que em maioria eram imigrantes portugueses, não sabiam muito bem que destino dar para os produtos que não haviam sido comercializados nos empórios e nas mercearias. Porém, com o incentivo da Prefeitura da cidade, os produtos que sobravam eram facilmente vendidos em contato direto com os clientes e por preços mais baixos.

As primeiras feiras vendiam apenas itens alimentícios, frutas, verduras e legumes. Com o passar do tempo e o aumento da freguesia, no entanto, alguns comerciantes tomaram a iniciativa de levar outros produtos para a feira, como roupas, calçados, salgados, artesanato e, em geral, tudo o que entregava utilidade para a população.

Diante de todo esse avanço, não demorou nada para a prática se popularizar de vez. Na segunda feira realizada, no Largo do Arouche, o evento já contou com 116 feirantes. De lá para cá, foram criadas leis em alguns municípios brasileiros que garantem os direitos e os deveres das feiras livres.

Qual é a importância do feirante para a sociedade?

O feirante desempenha um papel vital a favor do consumidor que busca alimentos frescos e preços mais em conta ao seu orçamento. Afinal, ele oferece às pessoas a chance de compararem valores sem precisarem se deslocar tanto para isso: basta andar poucos metros até a próxima barraca.

Portanto, é comum que, nas cidades do interior brasileiro, as feiras livres sejam tratadas pelas famílias locais como uma das mais importantes formas de abastecimento de alimentos, por causa do baixo preço e, até mesmo, pelos costumes da região. Para muitos, frequentar a feira representa, também, um momento de lazer e relaxamento.

Normalmente, os funcionários das barracas são membros de uma única família que vive em uma cultura na qual, de geração em geração, vai se transmitindo e preservando o costume de plantar, colher e comercializar, visando à garantia do sustento da casa.

Ainda vale a pena destacar o impacto positivo da feira na alimentação das pessoas. Ao consumirmos alimentos de alta qualidade nutricional e oriundos de etapas de produção mais sustentáveis, sem excesso de processamento, nós garantimos mais bem-estar em curto, médio e longo prazo.

As opções de comidas encontradas em feiras costumam oferecer diversas substâncias importantes para o funcionamento do organismo, como fibras, minerais, vitaminas e as chamadas gorduras boas. Das frutas às oleaginosas, passando por legumes e raízes, uma feira disponibiliza excelentes alternativas para a alimentação saudável.

O que é necessário para se tornar um feirante?

Organizar um bom planejamento, assim como contar com a estrutura correta, é determinante para que a atividade seja colocada em prática o mais rápido possível e com o máximo de eficiência. Se você é feirante ou deseja se tornar um, confira, a seguir, quais são os principais elementos que exigem a sua atenção.

Planejamento

Para alcançar o sucesso — e isso não depende diretamente da sua profissão —, você deve desenvolver um planejamento satisfatório de acordo com as necessidades. Então, é indispensável a elaboração de um bom plano para a sua atuação no bairro ou na cidade.

É importante decidir, por exemplo, a margem de lucro que você busca em suas vendas, a forma de atendimento, qual será seu público-alvo, entre outros detalhes. Lembre-se, também, de colocar um nome em sua barraca e pensar na construção de uma identidade, para sair à frente dos concorrentes.

Formalização e licença

No Brasil, o licenciamento para atuar em feiras normalmente é dirigido pelas prefeituras. Assim, antes de dar continuidade ao projeto inicial, procure os órgãos responsáveis para garantir a licença, além da devida formalização.

Em geral, solicita-se apenas documentos pessoais, endereço de trabalho, medidas da barraca e um comprovante de residência do responsável pela administração do ponto. É importante prestar atenção em possíveis taxas e prazos, assegurando atualização frequente com relação aos aspectos burocráticos.

A ideia de se formalizar como Microempreendedor Individual (MEI) também é interessante, já que você passa a ter direitos básicos de qualquer trabalhador, como aposentadoria, afastamento em caso de acidentes etc.

Produtos

Em seguida, avalie os itens disponibilizados aos clientes. Comece identificando o público, o que ele consome e quais são suas maiores necessidades. Um mercado consumidor que está à procura de uma alimentação saudável, por exemplo, tende a se mostrar disposto a comprar orgânicos.

Não se esqueça de definir a combinação de produtos. Caso opte por vender frutas, pense em separar as melhores da estação ou as mais procuradas. Já se o foco for a alimentação natural, traga também verduras, hortaliças e legumes.

Barraca

Partindo para o plano de ação, é essencial possuir uma boa barraca. Isso depende de vários fatores, e a capacidade de investimento representa o principal deles. De acordo com seu orçamento, defina questões como o material e o tamanho dela. Na hora da decisão, é preciso checar o tipo de público, o espaço disponível, a montagem, o transporte etc.

Depois de definir esses elementos, planeje a cobertura. É crucial que os produtos fiquem bem abrigados e que os clientes passem por uma boa experiência. Por isso, conte com uma boa lona de feira — além de resistente e impermeável, ela deve ser da cor certa para combinar com o papel que desempenha.

Lona para feira

Dando sequência ao tópico anterior, é hora de falar do impacto positivo de uma boa lona para feira. Sempre considere os elementos já citados e, além disso, ponha na balança uma questão superimportante: a necessidade de evitar que raios solares ou outros fatores naturais prejudiquem a preservação das mercadorias comercializadas.

Itens expostos sem a proteção adequada estragam de maneira muito mais fácil do que o normal. Portanto, procure não apenas investir em uma lona, mas ser certeiro na escolha. Afinal de contas, uma lona de qualidade duvidosa comprada só pelo preço reduzido pode representar uma armadilha.

Lonas de alto nível são leves e facilitam todo o processo de montagem, desmontagem e carregamento. A durabilidade do material é bem superior, em especial, comparando-se aos exemplares sem a devida espessura e impermeabilidade, por exemplo.

Fornecedores

Todo bom feirante conta com fornecedores de qualidade. Para conquistar a preferência dos clientes, isso consiste em um diferencial bastante capaz de ajudar a assegurar qualidade, diferenciação e satisfação.

Assim sendo, promova uma busca para definir os fornecedores certos para a sua barraca. Em algumas cidades, o melhor é procurar produtores locais renomados. No entanto, em outras, a opção ideal pode ser recorrer a um centro de abastecimento.

Recomenda-se, em qualquer situação, conhecer a fundo a procedência para ter a garantia da oferta adequada. Procurar referências antes de fazer os contatos com fornecedores pode ser fundamental para traçar um caminho e facilitar a busca, ganhando tempo e otimizando os resultados.

É imprescindível fechar boas negociações. Dessa forma, você consegue aumentar seu lucro sem sacrificar o preço ou a qualidade. Para fechar parceria com um fornecedor confiável e de padrão elevado na prestação do serviço, considere os seguintes elementos no processo de escolha.

Qualidade

O patamar de qualquer empreendimento passa pela qualidade, que, no fim das contas, também é sentida pelo cliente durante o contato que ele tem com a barraca durante a feira. Então, preze a qualidade dos itens ao fechar negócios com fornecedores, pois isso significa dar um passo à frente no atributo da sua própria barraca, estimulando a fidelização de clientes.

Preço

É lógico que a relação entre o feirante e o fornecedor precisa ser vantajosa para os dois lados. Logo, nada mais justo que encontrar um preço que você ache apropriado pagar. Antes de tomar decisões sobre o parceiro ideal, faça uma revisão completa do planejamento financeiro, avaliando montantes referentes a todos os custos envolvidos, como impostos, frete e lucro ao final do processo.

Flexibilidade

Ao administrar um negócio, qualquer empreendedor fica imediatamente sujeito a instabilidades que, por vezes, fogem do seu controle. A flexibilidade garantida pelo fornecedor é muito importante para o feirante diante de cenários englobando oscilações nas vendas. Assim, procure encontrar parceiros que se adéquem às demandas, sempre que possível.

Serviço

Para completar o ciclo da análise, é claro que o fornecedor deve prestar um atendimento satisfatório e dedicado. Quem trabalha na feira sabe da exigência diária de buscar os suprimentos e estar, todo começo de manhã, com a barraca pronta para dar início às vendas. Quando um terceiro elemento, no caso o parceiro, prejudica o andamento do ciclo, o prejuízo é grande.

Estudo do mercado

Uma das principais maneiras de buscar a diferenciação da concorrência é por meio do conhecimento que boa parte dela não tem. Nesse sentido, uma pesquisa avançada a respeito da realidade do mercado pode ser primordial para alavancar seus lucros como feirante.

Tipo de produto com demanda mais alta, item que ainda não é muito comum no local da feira, melhores fornecedores, posicionamento, abordagem ao cliente e várias outras questões ajudam a dar passos adiante em relação aos demais feirantes.

É claro que quem faz a feira são os frequentadores dela. Por isso, procure informações sobre a dinâmica do espaço. Aí estão incluídos horários, dias de funcionamento e regras acerca de barracas, por exemplo. Criar vínculos positivos de amizade com os responsáveis pelas outras barracas também é muito legal.

Local

Vale mencionar, também, a relevância de ter um local específico e adequado para a sua barraca. Nesse caso, o ideal é fazer um estudo das feiras na cidade e identificar quais são as melhores possibilidades para você, considerando todas as questões envolvidas em cada contexto.

Na sequência, encontre os responsáveis pela feira para se informar sobre como funciona a participação nela. Alguns locais exigem apenas um cadastro, enquanto outros são mais rigorosos e pedem atributos um pouco mais completos. Após a finalização dessa etapa, está tudo pronto para você atuar no ponto adequado, aproximando e fidelizando os clientes, conforme veremos logo a seguir.

Atendimento de qualidade

Como você acabou de ler, depois de todos os passos anteriores, o cenário está preparado para o contato direto com os clientes na feira. E, então, entra em cena o papel de um atendimento de qualidade, característica capaz de determinar seu sucesso ou insucesso como feirante.

Estar de bom humor, com um sorriso no rosto e sempre disposto a tirar dúvidas dos clientes a respeito de qualquer dúvida sobre os produtos é fundamental. Assim, você cria um vínculo positivo com as pessoas que visitam a barraca, aumentando a satisfação delas e, de quebra, estimulando um retorno frequente.

Qual a importância dos pequenos agricultores para os feirantes?

Já falamos sobre o Dia do Feirante e quais os fatores a serem considerados para se tornar um. Agora, vale mencionar outro ponto importante relacionado à profissão: a agricultura familiar atualmente se solidifica como o pilar econômico de 90% dos municípios brasileiros com uma população de até 20 mil habitantes.

Isso não é tudo — ela também integra 40% da nossa força de trabalho economicamente ativa, o que reafirma sua importância no cenário nacional. O mais significativo é que essa contribuição representa 35% do nosso PIB (Produto Interno Bruto), ou seja, mais de um terço. Os dados são da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Ainda de acordo com a agência especializada da ONU, esse setor desempenha uma função crucial na preservação das tradições alimentares e na proteção da diversidade agrícola. Afinal, ao contrário da monocultura, que é predominantemente adotada nos sistemas agrícolas modernos, seu modelo de produção destaca a coexistência harmoniosa de múltiplas plantações.

Com relação à cultura de orgânicos em solo brasileiro, contamos com 12 mil produtores. Além do mais, 70% desses defensores de alimentos puros e sem agrotóxicos pertencem à classe da agricultura familiar, conforme os dados revelados pelo Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O valor sentimental das feiras livres

A feira livre não é apenas um espaço de comercialização, mas um propulsor da cooperação entre agricultores, consumidores e poder público. Ela se destaca por dar à população a oportunidade de comprar produtos frescos, oriundos diretamente do campo e a preços bem mais convidativos. Em suma, é uma alternativa estratégica para os agricultores distribuírem sua produção de forma mais eficiente e acessível.

Repleta de elementos multifacetados, a feira livre une três personagens essenciais: os agricultores, que, ao fim das feiras, abastecem suas novas colheitas com produtos urbanos; os consumidores, cada vez mais exigentes; e os comerciantes, que buscam a riqueza e o frescor dos produtos expostos.

Além disso, uma crescente atmosfera de solidariedade é destaque entre os feirantes. Não apenas viabilizam a comercialização de itens de terceiros, mas também demonstram uma grande generosidade ao destinarem parte de seus excedentes para doações no palco urbano.

A troca entre feirantes e consumidores

Como um dos mais eficazes canais de venda para a agricultura familiar, o espaço atua como um genuíno medidor de qualidade. O consumidor tem a vantagem de interagir diretamente com o produtor, fornecendo feedback imediato, realçando os pontos positivos e negativos dos alimentos que levam para casa.

Optar pela comercialização em feiras livres não só assegura ao agricultor uma renda significativa, como também impulsiona o sustento econômico de inúmeras famílias rurais. Essa relação direta com o consumidor, eliminando intermediários, engrandece o valor retido pelos produtos vendidos.

Por fim, a feira transcende a simples exposição de produtos, tornando-se um ponto de inflexão para agricultores explorarem oportunidades econômicas adicionais, como o agroturismo. O mosaico vibrante de alimentos exibidos desperta nos consumidores uma curiosidade sobre a origem dos produtos e como funciona a unidade de produção familiar.

Essa troca empática pode motivar o produtor a introduzir visitações à sua propriedade — gerando um serviço emergente de visitantes estrangeiros.

Ao ter conhecimento do Dia do Feirante, da sua importância e sua história, notamos como essa profissão é crucial não só para a economia local, mas também para os cidadãos que buscam, na feira, alimentos frescos, preço baixo e uma alimentação saudável. Então, devemos valorizar cada vez mais o feirante, que cumpre função primordial em nossa vida.

O post foi útil para você conhecer melhor essa profissão incrível? Aproveite a visita ao blog e, se quiser conferir novos conteúdos de valor, siga a Sansuy nas redes sociais: estamos no Facebook, no Instagram, no YouTube, no Twitter e no LinkedIn!

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