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Peixes de água salgada: conheça os principais e suas características!

Modificado em: maio 31, 2023

Provenientes de oceanos, os peixes de água salgada são maiores que os de água doce e, em geral, não lidam bem com condições de água adversas, como águas poluídas, por exemplo. Por estarem no mar, há uma grande fauna deles, com diferentes espécies e características.

Por isso, neste texto, explicaremos sobre os peixes mais comuns e mais consumidos, entre outras informações, como as características de locais onde podem ser encontrados, comportamento e dicas de pesca. Você entenderá melhor as dez espécies de água salgada mais presentes nos mares.

Fique com a gente e saiba mais!

Características comuns dos peixes de água salgada

Encontrados em diferentes tamanhos, espécies, cores e sabores, os peixes de água salgada são bastante consumidos pelo ser humano, por terem uma carne nutritiva, saborosa e serem uma rica fonte de proteínas.

São animais muito ativos, coloridos e diversos. Cada espécie com suas peculiaridades, esses animais tiveram que se adequar conforme a evolução e os sais do mar. Essa água tem um pH, acidez e outros aspectos diferentes da água doce, o que, inevitavelmente, impactou a forma de adaptação dos peixes de água salgada.

Peixes de água salgada no Brasil

Agora, vamos detalhar um pouco sobre os peixes de água salgada mais comuns na aquicultura, pesca e no consumo brasileiro. Fique com a gente e entenda melhor!

Agulha

Muito comum em águas costeiras, adentrando até rios, por vezes, o Agulha costuma nadar em cardumes pequenos, vorazes e ágeis. Alimenta-se de peixes menores e é tido como refeição em algumas regiões. Confira mais aspectos:

  • cerca de 50 cm;
  • corpo fusiforme e longo;
  • escamas diminutas;
  • boca bicuda e comprida, com muitos dentes;
  • nadadeiras anal e dorsais com tamanho aproximado;
  • colorações — cinza escuro com uma faixa azul na lateral, ou prata esverdeado.

Dicas para pescar:

  • equipamentos de porte leve, linhas de 0,30 a 0,35 e iscas artificiais;
  • o animal pega fácil o anzol, mas costuma escapar com facilidade também;
  • é possível ver o cardume perto da superfície.

Anchova

As Anchovas estão presentes em águas mais agitadas e áreas profundas em costões de rocha dentro do oceano. Ali esperam sua caça. São muito vorazes até entre a própria espécie. Confira mais aspectos:

  • em torno de 1,5 m e 20 kg;
  • corpo escamado, alongado, comprido e fusiforme;
  • boca larga com dentes afiados, mandíbulas protuberantes, e uma cabeça grande;
  • coloração azul no dorso e prata no ventre e nas laterais.

Dicas para pescar:

  • varas do tipo médio/pesado, linhas de 20 lb a 30 lb e iscas artificiais;
  • peixe forte e resistente, pode acarretar um embate no anzol;
  • é necessário bastante linha disponível, já que o peixe corre e nada rapidamente.

Badejo

Típicos de recifes de corais e costões de rocha, esses peixes costumam formar tocas em estuários, e estão sempre em água com alta salinidade. Carnívoros, comem crustáceos, equinodermos, moluscos e outros peixes. Veja demais aspectos:

  • cerca de 80 cm e 10 kg;
  • corpo escamoso;
  • coloração cinza ou marrom, com manchas variáveis conforme a espécie.

Dicas para pescar:

  • equipamentos de porte médio/pesado a pesado, linhas de 17 lb a 50 lb e iscas naturais ou iscas artificiais de cor amarela e verde;
  • assim que o peixe fisgar o anzol, não o deixe tomar linha; puxe-o logo para longe da água.

Bagre-bandeira

Bastante presente em estuários, foz de rios, manguezais e praias, este peixe costuma desovar em rios. É uma espécie de águas mais rasas, onde forma cardumes de cinco a cem. Come peixes pequenos e animais bentônicos. Leia outros atributos:

  • em torno de 50 cm e 2 kg;
  • corpo de couro e achatado;
  • nadadeiras dorsais e peitorais com três espinhos.

Dicas para pescar:

  • varas de porte médio/pesado, linhas de 8 lb a 25 lb, iscas naturais;
  • este peixe tem ferrões venenosos, é necessário muito cuidado ao manipulá-lo.

Baiacu

Famoso pelo seu veneno e por inchar em situações de perigo, o baiacu não costuma ser encontrado em águas frias, por isso, mantém-se longe dos polos. Ele nada perto de recifes em águas de até 300 m de profundidade. O Baiacu Papagaio, a espécie brasileira, frequenta águas doces e salgadas. Veja mais detalhes:

  • cerca de 60 cm;
  • corpo sem escamas com pequenos espinhos nas laterais;
  • colorações — verde-amarelado ou azul acinzentado, com os lados esbranquiçados.

Dicas para pescar:

  • equipamentos de porte leve e iscas naturais (preferencialmente vivas ou camarões mortos);
  • roubam iscas facilmente, por isso, ao sentir a mordida no anzol, dê um tranco sutil, imediatamente;
  • use luvas para manusear o peixe, pois ele contém veneno em sua pele.

Betara

Comuns nas praias brasileiras, sobretudo no sudeste, costuma ficar nos canais formados em praias arenosas e come crustáceos, moluscos, minhocas e peixes carregados pelas ondas. O betara apresenta um sabor muito bom. Confira mais:

  • até 60 cm e 1,5 kg;
  • corpo escamado, longo e comprido;
  • boca apontada para baixo, com um barbilhão rígido e curto nas mandíbulas;
  • colorações — cinza prateado com barriga esbranquiçada, manchas escuras alongadas sobre dorso e cabeça, ou mais escuro no dorso e barriga branca.

Dicas para pescar:

  • pesca de arremesso nas praias, com itens de ação leve, linhas de 6 lb a 10 lb e só iscas naturais (preferencialmente minhoca de praia);
  • nas pernadas é necessário aplicar apenas fios de nylon;
  • pode ser pescado de dia ou de noite.

Caranha

Bastante presente na costa do Brasil, em regiões de recifes e rochosas, fica entocado no dia e sai mais à noite para comer. É uma espécie agressiva, e sua carne não é apreciada para refeições. Veja mais:

  • até 65 cm e 8 kg;
  • corpo com escamas, alongado e forte;
  • cabeça e boca grandes, com caninos sobressalentes;
  • nadadeira dorsal espinhosa, e a caudal, um pouco furcada;
  • colorações — rosa escuro, pardo avermelhado ou pardo esverdeado com manchas escuras.

Dicas para pescar:

  • equipamentos de porte médio, médio/pesado e pesado, linha de 17 lb a 50 lb, anzóis número 2/0 a 10/0, iscas de peixes corcorocas e/ou guaiúbas, ou artificiais;
  • use ainda empates, devido aos grandes e forte dentes do animal;
  • utilize ainda arranque, pois o peixe está perto de corais e pedras cortantes.

Cavala

Nada em grandes cardumes realizando migrações, fenômeno possível de ver na superfície. Esse grupo de peixes nada à procura de manjubas, sardinhas e lulas, principal cardápio dele. No verão, habitam áreas de mar aberto e costões de rocha. No resto do ano, é possível encontrar os cardumes dessa espécie em alto-mar. Confira mais detalhes:

  • até cerca de 1,9 m e 45 kg;
  • corpo com pequenas escamas e fusiforme;
  • focinho pontudo e nadadeira caudal bastante furcada;
  • coloração — azul metálico no dorso com laterais e barriga prateadas.

Dicas para pescar:

  • equipamentos de porte médio/pesado, linhas de 10 lb a 50 lb, anzóis de número 2/0 a 6/0, boia e iscas naturais (peixes e lulas);
  • use empates, pois os dentes dessa espécie são bastante afiados.

Corvina

Em pequenos cardumes, o corvina habita as profundezas com areia e barro, na costa, em profundidades de até 100 m, mas pode nadar também por águas doces. Alimenta-se de pequenos peixes, crustáceos, caranguejos, mariscos e siris. Veja mais:

  • cerca de até 80 cm e 6 kg;
  • corpo alto, com escamas e barriga achatada;
  • boca para baixo e pré-opérculo serrilhado;
  • coloração — prata com reflexos em roxo, alguns com listras pretas pelo corpo.

Dicas para pescar:

  • varas de porte leve e médio, linhas de 10 lb a 20 lb, anzóis número 1/0 a 4/0, iscas apenas naturais (sobretudo camarão);
  • os melhores locais para fisgá-lo são praias fundas, com águas escuras e frias;
  • no inverno, há muito dessa espécie na beira da praia.

Dourado-do-mar

Quando jovem, migra em cardumes e vive no alto-mar. Mas pode ser encontrado próximos da praia, no período de reprodução. De outubro a março, fica mais perto da costa, pois acompanha a corrente brasileira. Veja mais:

  • em torno de até 2 m e 40 kg;
  • corpo alongado, comprido e alto na cabeça, afunilando em direção à cauda;
  • nadadeira caudal furcada, nadadeira dorsal longa, da cabeça à cauda, com 60 raios;
  • coloração — azul ou verde no dorso, laterais douradas com pintas escuras e claras e barriga prateada.

Dicas para pescar:

  • equipamentos de porte médio/pesado, linhas de 12 lb a 25 lb, anzóis de número 2/0 a 6/0, sem encastoado, e iscas naturais (sardinhas e lulas);
  • em janeiro e fevereiro é encontrado próximo a costões;
  • manter a primeira espécie fisgada dentro da água e amarrada ao barco pode atrair mais dela.

Pescar peixes de água salgada pode ser um empreendedorismo com sustentabilidade, mantendo o respeito à natureza e à flora marinha. Evite também deixar lixos em praias e no mar.

Agora, entenda, aqui, as diferenças entre aquicultura e piscicultura!

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