As mulheres no campo vêm conquistando cada vez mais espaço no agronegócio, a produtividade rural, a adoção de tecnologia e a sustentabilidade das propriedades, mostrando que conhecimento, liderança e inovação são tão importantes quanto a força física no campo. Hoje, participam das atividades rurais, transformam processos, introduzem tecnologias e fortalecem a economia do setor.
Com o objetivo de ressaltar a importância dessas profissionais e evidenciar como elas colaboram no desenvolvimento do setor agropecuário, elaboramos este conteúdo para ressaltar os impactos positivos trazidos pela das mulheres no campo. Para saber mais sobre o tema, continue lendo.
Neste artigo, vamos explicar como as mulheres no campo vêm revolucionando o setor, os desafios que enfrentam e as oportunidades que surgem para o público feminino no meio rural. Você irá conferir:
- qual é a participação das mulheres no campo no Brasil;
- como as mulheres impactam a economia rural;
- quais os principais desafios das trabalhadoras rurais;
- como a participação das mulheres no campo tem evoluído ao longo dos anos no Brasil.
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ToggleQual é a participação das mulheres no campo no Brasil?
Nos últimos anos, o agronegócio se beneficiou da crescente participação feminina, principalmente em atividades consideradas dominadas pelos homens. Segundo levantamento da agência Macfor, o número de mulheres em cargos de liderança no setor agropecuário cresceu 79% nos últimos 7 anos, o que demonstra que elas participam de todas as etapas da cadeia produtiva agropecuária.
Além disso, dados do Boletim de Mercado de Trabalho do Agronegócio Brasileiro, organizado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), indicam que entre abril e junho de 2025, as mulheres representavam 38% da população ocupada do agronegócio.
Conforme o boletim “A Inserção das mulheres rurais no mercado de trabalho”, de 2023 do DIEESE, a participação feminina no agronegócio corresponde a seguinte divisão:
- 73% atuam em propriedades rurais (minifúndios: 49,5%; pequenas: 26%);
- enquanto o restante está em agroindústria, logística e inovação digital;
O relatório aponta ainda que 75% dos cadastros no MAPA são femininos. Apesar de desafios como a diferença salarial, elas dirigem tratores, aplicam defensivos e lideram negociações, impulsionando sustentabilidade e eficiência.
Como as mulheres impactam a economia rural?
O protagonismo das mulheres no campo é um forte incentivo para o desenvolvimento econômico das atividades rurais. Mais do que força de trabalho, o público feminino traz uma perspectiva modernizada para o agronegócio, acerca das suas funções e dos seus potenciais para a sociedade.
Liderança inovadora
O acesso à educação formal é um dos principais fatores que contribuem para a participação das mulheres em atividades do campo. Isso explica sua preferência por cargos ligados à gestão rural e liderança, uma vez que demandam profissionais qualificados e com níveis mais altos de escolaridade.
Essas trabalhadoras também estão antenadas às transformações digitais e reconhecem que o agronegócio compreende toda uma cadeia produtiva, que vai desde a produção de insumos e equipamentos até a comercialização dos produtos finais.
É esse tipo de visão inovadora que coloca os empreendimentos rurais no mesmo patamar de outras indústrias, viabilizando que as fazendas tenham acesso aos mesmos recursos disponibilizados em áreas urbanas e sejam vistas como negócios lucrativos, mesmo quando geridos por famílias.
Modernização das fazendas
Os avanços tecnológicos são outro motivo para a presença de mais mulheres em negócios rurais. A razão disso é que as novas tecnologias empregadas no setor eliminam boa parte do trabalho braçal exigido anteriormente, ao mesmo tempo em que abrem portas para profissionais capacitados para manusear equipamentos e máquinas.
Hoje em dia, já existem ferramentas avançadas como drones, sensores, estações climáticas e sistemas de GPS acopláveis a máquinas, os quais automatizam várias tarefas manuais com um grau incrível de precisão e agilidade.
As mulheres são mais favoráveis a essas soluções para o agronegócio, estimulando empresas a investirem na contratação de profissionais altamente qualificados. Com o aumento desse tipo de demanda, surge uma nova oportunidade para o setor tecnológico: o desenvolvimento de dispositivos que facilitem o trabalho no campo e contribuam para a produtividade do público feminino.
Quais são os principais desafios das trabalhadoras rurais?
O avanço das mulheres no mercado de trabalho global certamente contribuiu para a sua valorização no campo. Apesar de representarem cerca de 30% da força de trabalho no meio rural brasileiro, as mulheres no campo ainda enfrentam desigualdades estruturais em acesso à terra, renda, serviços e políticas públicas específicas para suas necessidades.
Falta de representatividade
A desigualdade de gênero fica nítida quando observamos as estatísticas demográficas do Brasil e as comparamos à porcentagem de mulheres que atuam no campo. De acordo com dados da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostras Contínua), as mulheres compõem 51% da população brasileira — cerca de quatro milhões a mais do que os homens.
Em contrapartida, apenas 19% dos estabelecimentos rurais dispunham de produtoras do sexo feminino em 2017, de acordo com estatísticas do Censo Agropecuário. Além disso, elas são minorias em propriedades rurais de grande e médio porte.
Desigualdade de renda
Segundo o boletim do DIEESE, o rendimento médio das mulheres no campo em 2022 foi de aproximadamente, R$1.356,20, cerca de 20% abaixo dos homens. Porém, elas representam 42,4% da renda familiar rural, com destaque no Nordeste, onde a contribuição das mulheres chega a 51%.
Isso significa que, ainda que recebam menos, as mulheres rurais são responsáveis, em muitos casos, pelo sustento de suas famílias.
Duplas jornadas de trabalho
Além da diferença salarial, outro desafio enfrentado pelas mulheres que atuam no agro é a dupla jornada de trabalho.
Segundo outro levantamento do DIEESE sobre a renda de mulheres brasileiras, elas dedicam mais horas a tarefas domésticas e trabalho não remunerado do que os homens, mesmo quando participam da força de trabalho.
Na prática, isso reduz a disponibilidade para atividades remuneradas no campo e amplia disparidades salariais entre homens e mulheres rurais.
Acesso limitado a recursos
No Brasil, o acesso à terra e às tecnologias produtivas ainda é desigual entre homens e mulheres. Estudos apontam que mulheres representam aproximadamente 18,7 % dos proprietários de terras rurais no Brasil, ou seja, elas ainda são uma pequena parcela dos donos de terras. Ainda, elas possuem menos terra em área total do que homens, refletindo desigualdade no acesso a recursos e meios de produção.
Além disso, mulheres continuam a enfrentar acesso desigual a crédito, assistência técnica e financiamento agrícola, fatores que limitam sua autonomia produtiva no campo
Como a participação das mulheres no campo tem evoluído ao longo dos anos no Brasil?
Nos últimos anos, a participação feminina no campo tem crescido consideravelmente. Em 2013, apenas 13% das propriedades rurais eram lideradas por mulheres, já em 2017, esse número cresceu para 19%, demonstrando aumento da liderança feminina no campo.
Em 2024, estimativas indicam que mais de 37 % da mão de obra empregada no agro era de mulheres, refletindo crescimento no emprego feminino no setor. Além disso, a presença de mulheres trabalhando diretamente no meio rural também criou um grupo relevante, de mais de 6 milhões, que atuam em segmentos que vão além da produção primária, como tecnologia, agroindústria e serviços.
Outros números, como a proporção de clientes mulheres no agronegócio (37 % dos clientes segundo levantamento recente), sugerem que a participação econômica feminina no setor também aumenta em atividades relacionadas à gestão e acesso a recursos.
Quais os incentivos existentes para apoiar as mulheres no campo?
O fortalecimento da presença das mulheres no campo passa também pelo acesso ao crédito rural e por políticas públicas específicas. Programas como o PRONAF Mulher ampliam o acesso de produtoras familiares a financiamento para custeio e investimento, incentivando autonomia econômica e liderança produtiva feminina.
Além disso, estudos recentes evidenciam alta no volume de crédito aprovado para mulheres rurais no Plano Safra 2025/26, refletindo maior reconhecimento institucional da importância desse segmento no agronegócio.
Para o setor rural continuar avançando, é essencial que as empresas invistam cada vez mais em tecnologias que otimizem o trabalho das mulheres no campo. O portfólio da Sansuy já oferece soluções com essa vantagem, como lonas para caminhão, armazéns, tanques para piscicultura, biodigestores e muitas outras inovações para os empreendimentos rurais.
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