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Estações de transbordo: o que é e quando são utilizadas

Modificado em: março 25, 2024

No contexto em que o transporte rodoviário de cargas é o mais prevalente no Brasil, é preciso adotar medidas logísticas estratégicas que facilitem a escoação de insumos. Isso contribui também para baratear o frete devido às grandes extensões territoriais do país.

Nesse cenário, as estações de transbordo se tornam grandes aliadas. Afinal, são locais bem posicionados em que ocorre a transferência de mercadorias provenientes de diversos meios de transporte, tais como ferroviário, marítimo e fluvial, visando encaminhá-las ao seu destino de maneira mais prática e otimizada.

Para trazer mais detalhes sobre essas estruturas fundamentais na entrega e realocação de insumos, neste artigo, explicaremos as suas principais características. Além disso, falaremos também sobre outra modalidade de grande destaque: o transbordo flutuante. Confira.

O que é um transbordo?

As estações de transbordo são instalações que facilitam a transferência de cargas ou insumos para transporte multimodal, como caminhões, trens, navios e aviões. Na área logística, elas referem-se ao procedimento de transferir o carregamento de um meio de transporte para outro em algum ponto ao longo da rota.

Esse conceito abrange tanto a realocação de passageiros quanto a de mercadorias. Dessa forma, a sua principal função é otimizar o uso dos diferentes modos de transporte disponíveis. Em linhas gerais, isso envolve reduzir as distâncias percorridas pelo modal rodoviário, transferindo a carga para outro modal que seja mais eficiente e econômico, como o ferroviário.

Quais as características das estações de transbordo?

O transbordo de carga ocorre por diversas razões, sendo as mais frequentes:

  • necessidade de redistribuição da carga;
  • organização logística;
  • danos no veículo;
  • situações de sobrecarga.

Para a construção, operação e expansão de Estações de Transbordo de Carga (ETCs), normalmente é requerida a autorização da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários). Essas instalações são sempre de uso privativo e estão localizadas fora das áreas designadas como porto organizado.

Para garantir o funcionamento eficiente dessa construção, especialmente em aterros sanitários, conforme o artigo 12º da Portaria IAP nº 187/2013, recomenda-se escolher um local que esteja a uma distância segura mínima de 200 metros de residências isoladas e vias públicas, e de 400 metros de áreas densamente povoadas.

Outro ponto importante é realizar a impermeabilização do alicerce utilizando geomembranas e concretando o piso.

Conheça os principais tipos

Os modelos amplamente utilizados no país são o modal ferroviário e hidroviário. Acompanhe.

Transbordo ferroviário

As estações de transbordo ferroviário são responsáveis pela transferência de mercadorias entre caminhões e trens de carga. Estrategicamente localizados entre áreas de produção e os portos, esses terminais ajudam a reduzir a distância percorrida pelo transporte rodoviário.

No Brasil, a relevância do transbordo rodo-ferroviário está diretamente relacionada à vastidão do país. Isso porque o transporte rodoviário de cargas, embora rápido e conveniente, torna-se extremamente dispendioso e ineficaz em longas distâncias.

Esse procedimento é amplamente utilizado especialmente na logística do agronegócio, especialmente no transporte de produtos agrícolas como grãos, açúcar e milho. Da mesma forma, é comum que o terminal receba e descarregue os produtos dos trens provenientes do porto, armazenando-os temporariamente antes de carregá-los nos caminhões. Eles, então, transportam a carga até as indústrias e fazendas.

Transbordo hidroviário

Áreas designadas como terminais de transbordo hidroviário ou aquaviário são seções específicas nos portos de exportação, ou cabotagem. Elas são destinadas à transferência de cargas entre caminhões/trens e embarcações.

Esses terminais — conhecidos como Estações de Transbordo de Carga (ETCs) — são uma parte integrante da infraestrutura portuária e estão situados nos recintos alfandegados. Portanto, estão sujeitos ao controle aduaneiro da Receita Federal.

Seu propósito é dual: consolidar cargas provenientes de diferentes modais, como rodoviário, dutoviário ou ferroviário. O objetivo é formar lotes a serem embarcados em navios ou distribuir as mercadorias trazidas pelos navios entre caminhões e trens, responsáveis por seu transporte para o interior do país.

Qual é a estrutura básica de uma estação de transbordo?

A Estação de Transbordo inclui uma área interna destinada ao acesso, manobra e descarga de caminhões compactadores em dois níveis, sendo que o nível inferior fica aproximadamente três metros abaixo do piso principal.

Nessa realidade, ela também deve ter as seguintes diretrizes:

  • pátio de manobra de veículos, de carregamento e descarregamento de resíduos sólidos em caçambas;
  • todos os materiais empregados na obra devem atender aos requisitos de qualidade e estar em conformidade com as normas estabelecidas pelas NBRs (Normas Brasileiras para a Construção Civil);
  • é crucial analisar o contexto específico em que está inserido, considerando o modo de transporte final a ser utilizado — seja por rodovia, ferrovia ou hidrovia e, também, o método de armazenamento dos materiais;
  • a implementação de um sistema de drenagem pluvial, que conecta os pátios de carga/descarga à rampa de acesso, deve ser desenvolvida com base na estimativa do cálculo da vazão contribuinte também é importante, sobretudo para os casos de aterro sanitário.

Além disso, já existem projetos para aterro sanitário com cobertura, para resolver problemáticas em regiões com altos índices pluviométricos.

O que são estações de transbordo flutuantes?

A estação de transbordo flutuante é uma solução eficaz, moderna e de instalação simples que permite a transferência de carga entre diferentes modos de transporte, como barcos, navios ou outras embarcações e veículos terrestres, como caminhões ou trens, enquanto flutuam na água. Essas estruturas são mais econômicas, flexíveis e podem ser construídas de forma mais rápida do que as estações de transbordo convencionais.

Originalmente utilizadas em operações militares para facilitar a transferência de carga entre navios sem a necessidade de atracar nos portos, essa modalidade oferece alternativas eficientes para o escoamento de diversas demandas, como no agronegócio, equipamentos, fertilizantes, veículos, produtos eletrônicos etc.

Quando esses tipos de estações são utilizadas?

Como se pode perceber, a estação de transbordo possibilita a interligação entre diversos modos de transporte, especialmente do modal rodoviário e hidroviário. Essa modalidade aprimora a logística e permite mais economia e eficiência na entrega de insumos.

Já o modelo flutuante é projetado para facilitar a transferência eficiente de carga em áreas nas quais não há infraestrutura fixa adequada, como portos ou áreas ribeirinhas. Geralmente, essas estações são equipadas com guindastes, rampas e outras instalações necessárias para carregar e descarregar mercadorias de forma eficiente e segura em diversas situações logísticas.

De fato, as estações de transbordo, sejam elas em terra ou flutuantes, são cruciais para facilitar a transferência eficiente de cargas entre diversos modos de transporte, aprimorando a logística e o modal. Neste artigo, também explicamos a sua estrutura básica e diferenças com os modelos, como o flutuante.

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