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Esclareça as principais dúvidas sobre o transporte de frutas no Brasil!

Modificado em: maio 31, 2023

Pontualidade, necessidade de lidar com variações climáticas, insegurança, capacidade de enfrentar diferentes tipos de estradas, a vida de caminhoneiro definitivamente exige essas e várias outras qualidades. Entre elas, figura também o conhecimento a respeito das cargas transportadas.

O transporte de frutas, por exemplo, apresenta algumas características únicas. Afinal, são alimentos que só podem ser consumidos em certo espaço de tempo, evitando apodrecimentos e problemas semelhantes. Esse mercado movimenta um capital bem considerável e o Brasil já aparece na lista dos maiores produtores de frutas do mundo.

No entanto, existe uma série de cuidados para garantir a produtividade. O volume excessivo de perdas no transporte desse tipo de alimento demanda a implementação das estratégias corretas em busca da redução de empecilhos no dia a dia.

Continue conosco no post a seguir e saiba mais sobre o segmento das cargas de frutas.

Boa leitura!

Quais órgãos fiscalizam o transporte de alimentos no país?

Conforme você deve ter imaginado, é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quem regulamenta e fiscaliza o transporte de alimentos em território brasileiro. Por outro lado, estados e municípios têm direito garantido de criar órgãos e exigências complementares.

Em nenhum cenário, vale ressaltar, o papel da Anvisa é substituído por algumas dessas alternativas específicas. Afinal, a autarquia representa a autoridade máxima do assunto, já que desenvolve normas, soluções, portarias e programas envolvendo aspectos importantes, como padrões, eficácia e segurança de práticas sanitárias no país.

Pelo fato de operar em diversas frentes, o que amplifica bastante sua área de atuação, a agência conta com o apoio de outros órgãos fiscalizadores para o transporte de alimentos. Entre eles, figuram os seguintes:

  • Vigilância Sanitária, a Visa, entidade composta por agentes responsáveis pela inspeção de operações, buscando identificação de irregularidades;
  • Vigilância Sanitária de Alimentos, uma divisão especial da própria Visa, que inspeciona e fiscaliza práticas de transporte de cargas alimentícias;
  • Programa de Proteção e Defesa do Consumidor, o Procon, que coleta denúncias e aciona o poder público em investigações englobando temas de saúde;
  • Delegacia de Polícia de Defesa do Consumidor, a Decon, criando um elo entre os órgãos fiscalizadores e as pessoas que denunciam irregularidades.

Como funciona a fiscalização na prática?

A própria Anvisa divulga, em seus canais oficiais, que a localização de postos depende de avaliações estratégias relacionadas ao trâmite de mercadorias. Portanto, agentes do órgão atuam em locais predefinidos para otimizar a fiscalização onde há bastante movimento, como limites de cidades e divisas entre estados.

De maneira geral, vale ressaltar, a fiscalização pretende verificar a adequação dos processos de deslocamento de cargas. Nesse cenário, são colocados na balança elementos como capacidade de refrigeração e circulação de ar dos espaços de armazenamento, desinfecção, higienização, isolamento, descarte de resíduos etc.

As condições exigidas para o transporte de frutas, por exemplo, devem considerar o caráter perecível dos alimentos, conforme veremos a seguir no post. A vigilância, de quebra, busca garantir proteção a todos os consumidores contra ameaças oriundas da comum negligência de produtores daqui mesmo do Brasil e não apenas de outros países.

Quais são os requisitos mínimos do veículo para carregar alimentos?

Agora que você já sabe que a Anvisa e seus respectivos órgãos fiscalizadores têm total autoridade para inspeção, é importante conferir as demandas as quais caminhões precisam se adequar ao carregar frutas — alimentos em geral, na verdade.

Rotinas de fabricação, armazenamento, envase e distribuição são algumas das etapas que recebem maior atenção da fiscalização. A Vigilância Sanitária procura checar a cadeia produtiva como um todo, para que o resultado dos esforços seja a segurança alimentar de todos os brasileiros.

Para estar apto a transportar alimentos, e as frutas evidentemente se incluem aí, o veículo deve, então:

  • ser exclusivo a esse tipo de serviço;
  • ter estruturas plásticas para organizar e proteger os alimentos;
  • transitar com a carga alimentícia somente durante o período exigido para fazer entregas;
  • usar itens de fixação e proteção da carga, sem qualquer risco de contaminação ou dano estrutural;
  • apresentar o Certificado de Vistoria, segundo as informações vigentes da lei;
  • ter condições de higiene satisfatórias;
  • contar com um aparato de refrigeração compatível com as características do que se transporta.

Quais são os principais cuidados necessários?

Alimentos perecíveis, categoria na qual figuram as frutas, precisam de vários cuidados especiais. Afinal, eles não podem estragar ao longo dos percursos e devem chegar até o consumidor final em bom estado de conservação. Segundo a Anvisa, alimentos perecíveis são aqueles in natura, semipreparados ou já prontos para ingestão humana que, pela própria natureza que apresentam, exigem condições específicas de temperatura. O risco superior de deterioração é o que dá as cartas nesse caso.

À procura de reduzir a chance de proliferação de microrganismos, o transporte de frutas demanda alto controle de temperatura, higiene e tempo. É necessário prestar bastante atenção ao contato delas com outras substâncias e materiais durante a viagem, sendo vedada a reunião de diferentes alimentos quando um deles pode contaminar outros.

A única exceção diz respeito a itens devidamente embalados em recipientes impermeáveis e fechados de maneira hermética. É proibido, por exemplo, transitar com alimentos crus juntos a outros prontos para consumo ou aliar cargas perecíveis a animais ou pessoas no mesmo espaço.

Portanto, se necessário, a mercadoria pode exigir colocação em prateleiras ou estrados, visando a redução da exposição a qualquer tipo de risco. Aí que entra o papel de um processo de desinfecção de qualidade, pois os materiais usados para proteger e fixar a carga assim demandam.

Isso sem falar nos cuidados envolvendo as embalagens: é obrigatório comprovar a integridade delas, empilhando-as de forma adequada. Caso o espaço de armazenamento seja aberto durante o trajeto, grandes estragos podem acontecer.

Conforme observamos ao longo do conteúdo, é essencial prezar por seguir todos os cuidados necessários para evitar desperdícios no transporte de frutas. Assim, além de minimizar prejuízos, você entrega itens muito bem conservados, o que garante boa reputação no mercado e permite uma rotina mais tranquila.

Então, o post foi útil? Aproveite a visita ao blog para entrar em contato com a Sansuy e sanar dúvidas a respeito do transporte de alimentos!

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