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Qual o papel do agronegócio em relação às energias do futuro?

Modificado em: junho 6, 2024

Você já deve ter ouvido falar do potencial de matrizes energéticas geradas, por exemplo, pelo sol e pelo vento. Afinal, já existem painéis e sistemas operando nas grandes e médias cidades. Contudo, essas não são as únicas energias do futuro: o agronegócio brasileiro também desempenha um papel fundamental.

A cana-de-açúcar e resíduos gerados nas plantações brasileiras já têm sido convertidas em energia elétrica, beneficiando milhares de brasileiros. No entanto, ainda há potencial para crescimento.

Neste conteúdo, falaremos das energias do futuro, a necessidade de renovar as matrizes energéticas e, principalmente, do papel do agronegócio nesse tema. Boa leitura!

Qual é a importância de renovar as matrizes energéticas?

As matrizes energéticas renováveis, como a solar, a eólica e a energia da biomassa, são capazes de reduzir a emissão de poluentes. Assim, as empresas contribuem para a preservação do meio ambiente e abrem o leque de oportunidades, já que muitos parceiros e clientes preferem fazer negócio com quem adota esses valores de sustentabilidade.

Além disso, a utilização de fontes renováveis de energia diminui a dependência do uso de combustíveis fósseis, que aceleram o aquecimento global e as mudanças climáticas. Esse tema é de suma importância para o agronegócio: basta notar que a onda de calor do Brasil, em 2023, é ruim para a plantação de soja e do milho — dois dos produtos mais importantes da balança comercial brasileira.

Algumas fontes renováveis de energia, como a solar e a eólica, conseguem gerar energia elétrica a um custo mais baixo, o que também é ótimo para os produtores brasileiros.

Quais são as energias do futuro?

A produção crescente de biogás e biometano, que derivam dos resíduos orgânicos gerados pelas lavouras, é uma excelente notícia para o agronegócio. Além disso, trata-se de uma oportunidade econômica para as usinas sucroalcooleiras.

Diferentemente do gás natural, que tem origem fóssil, o biogás é oriundo de fontes renováveis. Ele é capaz de auxiliar na geração de hidrogênio, por meio de um processo de eletrólise da água, e de amônia, que é fonte de fertilizantes nitrogenados utilizados na agricultura.

Outro detalhe é que o hidrogênio é considerado uma das alternativas promissoras de combustível para o futuro, substituindo pouco a pouco o petróleo, que é mais poluente e prejudicial à preservação do meio ambiente. Portanto, não só os agricultores que se beneficiam da busca de novas matrizes energéticas, mas a população em geral.

Além disso, um artigo recente da Embrapa apresentou a opinião de especialistas que preveem o aumento do uso de biodiesel e o bioquerosene de aviação. A expectativa é que as refinarias de um futuro recente utilizem cada vez mais matérias-primas renováveis, como a cana-de-açúcar, que promovem a retirada de dióxido de carbono da atmosfera.

De acordo com os especialistas citados no artigo, a utilização de biomassa para a obtenção de energia se tornará mais frequente. Agricultores e profissionais de tecnologia aplicada ao trabalho no campo podem criar bancos de dados sobre a produção desse material em suas propriedades, com um potencial energético para reaproveitamento.

O que é importante entender é que a produção de energias limpas não se limita a opções como a eólica e solar. O Brasil, que é uma das maiores potências agrícolas, tem condições de ter um papel destaque em um mundo de transição energética, de combustíveis fósseis para alternativas sustentáveis.

Em qualquer produção agrícola, há a geração de resíduos que servem de fonte para a biomassa. São alguns exemplos:

  • madeira;
  • cana-de-açúcar;
  • restos de alimentos;
  • eucalipto;
  • cascas de alguns alimentos, como coco e arroz; entre outros.

Qual é o papel do agronegócio nesse contexto?

A participação do agronegócio é essencial para consolidar matrizes energéticas mais limpas, renováveis e sustentáveis. Entre as ações de curto prazo, está a consolidação da geração de combustíveis, justamente em cima dos resíduos gerados nas lavouras e propriedades.

De acordo com especialistas entrevistados no texto da Embrapa que citamos no tópico anterior, os técnicos indicam a expansão do uso de biocombustíveis, como o etanol e o biodiesel, como uma forma de preservar o meio ambiente e atingir bons índices de descarbonização.

O desenvolvimento de matrizes energéticas sustentáveis também deve passar pela implantação de biorrefinarias, que produzem não apenas biocombustíveis, mas outros produtos úteis para agricultores — como os fertilizantes.

Nesse ponto, vale lembrar que o Brasil gasta muito com a importação de fertilizantes. Caso a produção interna suba, todo mundo economiza: produtores, o governo e os clientes finais dos alimentos produzidos.

Como uma das atividades econômicas mais relevantes do Brasil, o agronegócio também pode enxergar nas mudanças socioambientais a chance de se manter no topo da cadeia produtiva mundial. O setor já representa mais de 20% do PIB do país — para continuar crescendo, em meio às mudanças climáticas, o setor deve investir em energias renováveis para reduzir os poluentes.

Trata-se de um ciclo: o uso excessivo de combustíveis fósseis gera dióxido de carbono e poluição. Por suas vezes, eles geram o aquecimento global e mudanças climáticas indesejadas, que atrapalham a produção. Nesse sentido, o agro tem um papel essencial na renovação energética.

Felizmente, o cenário vem mudando: de acordo com informações do Ministério de Minas e Energia, aproximadamente 80% da matriz elétrica brasileira já é gerada por fontes renováveis. Já em relação à matriz energética, esse número alcança os 46%.

Assim, apesar de o petróleo ainda ser a fonte mais utilizada, um item essencial ao agro brasileiro já ocupa o segundo lugar na produção de energia: a cana-de-açúcar. É dela, e do reaproveitamento de resíduos, que são gerados cerca de 8,3% da eletricidade do Brasil.

Entre as ações que estão sendo colocadas em prática para proporcionar a descarbonização no campo agrícola, temos alguns exemplos de iniciativas bem-sucedidas, como o sistema Integração-Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).

Esse sistema indica a concentração, em uma mesma área, de cultivos, plantios e o gerenciamento de bovinos, para um aproveitamento mais preciso dos insumos e para uma emissão reduzida dos Gases do Efeito Estufa (GEE).

Por isso, essa responsabilidade pelo investimento em matrizes energéticas sustentáveis também é compartilhada pelos atores do agronegócio brasileiro. Todo esse trabalho conjunto é crucial para que o nosso país se torne uma referência em sustentabilidade, em produção das energias do futuro e enfrentamento aos problemas ambientais que já estão ocorrendo.

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