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Circulação vertical: como funciona e como usar na prática?

Modificado em: maio 31, 2023

A expansão da piscicultura leva um maior número de produtores rurais a apostar nessa área para elevar sua rentabilidade. Muitas vezes, os responsáveis optam por fazer a criação em tanques ou açudes, o que permite o avanço da cultura. Claro que podemos contar com diversas tecnologias disponíveis para a produção, mas obviamente, temos ainda que considerar eventos naturais nesse caso.

Um dos pontos que merecem atenção são as variações meteorológicas que podem alterar significativamente a criação em tanques e açudes. E um dos eventos que devem ser conhecidos é a circulação vertical, que pode afetar as produções, aumentando a mortalidade dos peixes.

Por isso falaremos mais sobre o tema a seguir. Aproveite e tire suas dúvidas.

O que é a circulação vertical?

Dentro desse contexto que falamos na introdução, temos entre os fenômenos meteorológicos que precisam de atenção dos produtores de peixes, principalmente, porque essa ocorrência tem aumentado consideravelmente. Você pode encontrá-lo com outro nome, também chamado de “inversão térmica”.

Ela ocorre por um processo de estratificação e desestratificação da coluna d’água, muito comum em lagos, rios e açudes. Se a coluna d’água estiver dividida em três estratos (epilímnio, metalímnio e hipolímnio), há a estratificação. Quando ela se apresenta de forma homogênea (ou seja, encontramos características semelhantes tanto químicas quanto físicas do topo ao fim da coluna d’água), está desestratificada.

Esse processo de estratificação e desestratificação é natural e fundamental para a manutenção das estruturas naturais de fontes de água. Contudo, esse processo pode sofrer alterações quando há mudanças nas seguintes condições:

  • temperatura atmosférica;
  • velocidade;
  • direção do vento;
  • regime de precipitação;
  • frentes frias.

Assim, por exemplo, quando há uma maior temperatura atmosférica no começo do dia, o vento também aquece a camada superficial de água e esse calor é transferido ao longo das colunas, até chegar ao ponto mais profundo. Nesse processo, temos alterações de densidade, que ocorrem pela diferença térmica entre as três camadas da coluna de água.

Com isso, temos a estratificação, separando-a nas três camadas:

  • epilímnio;
  • metalímnio;
  • hipolímnio.

Com o passar do dia e o resfriamento do ar atmosférico, os ventos esfriam as camadas mais superiores da coluna d’água, até alcançar as camadas mais profundas e, novamente, criando uma coluna homogênea. Portanto, aqui temos o processo de desestratificação.

Como ela é usada?

A circulação vertical tem um papel importante para a manutenção da qualidade da água e, consequentemente, potencializar os resultados da piscicultura. Isso porque, nesse processo de trocas de calor e circulação vertical, temos a transferência de oxigênio para a parte mais profunda, promovendo uma maior oxigenação e, também, auxiliando na decomposição da matéria orgânica depositada no fundo do tanque ou açude.

Assim, quando ela está dentro dos parâmetros, tem um papel fundamental para potencializar a qualidade da água e pode auxiliar a minimizar a necessidade de trocas da água presente no local, mantendo-as mais limpas a longo prazo.

Como acontece a circulação vertical no Brasil?

Como falamos em outro momento deste artigo, o processo de circulação vertical pode sofrer alterações diante de algumas variáveis importantes. E como temos características diferentes em regiões distintas do Brasil, isso faz com que o fenômeno ocorra de modo diferente em cada parte.

Por exemplo, nas regiões mais quentes, próximas da linha do equador, temos um maior aquecimento em horários mais cedo do que podemos encontrar nas regiões sul, que têm um clima mais próximo do equatorial e, portanto, tendem a ter outro comportamento. Por isso, é importante considerar a situação parte a parte no país.

Quais são os impactos gerados pela circulação vertical turbulenta?

Contudo, muitas vezes, esse processo pode ocorrer de forma mais violenta e isso prejudica a produção na piscicultura. Nesse caso, ocorre a Circulação Vertical Turbulenta (CVT). Como você viu, para que o processo ocorra de forma natural, depende de relações de mudanças climáticas ao longo do dia.

Quando essas alterações são mais intensas e repentinas, isso pode gerar um CVT, gerando maior impacto. Com isso, alguns problemas podem surgir no seu reservatório, entre eles:

  • remoção dos sedimentos do fundo do tanque, vindo para a primeira camada, o que pode tornar o ambiente inóspito para os peixes, aumentando sua mortalidade;
  • diminuição do desempenho dos animais, que podem mudar sua alimentação, reduzindo-a pelas alterações de temperatura bruscas;
  • os animais não conseguem fugir dos sedimentos e podem sofrer alterações em seu metabolismo, que também prejudicam seu desempenho;
  • a água pode mudar de cor e, inclusive, de odor. Um cheiro característico, nesse caso, é o “odor de ovo podre”, causado principalmente pela presença maior de gás sulfídrico e metano na água;
  • aumento de concentração de substâncias que, quando elevadas, são tóxicas para a criação (NH3 e NO2 são dois exemplos importantes);
  • prejuízo do processo de oxigenação da água.

Os critérios de risco para ocorrência de CVT, normalmente, são alterações drásticas de temperatura que possam gerar resfriamento atmosférico inesperado. Por isso, é fundamental ter um monitoramento ativo e constante dessas questões, por meio de tecnologias, para poder intervir precocemente em caso de ocorrência de Circulação Vertical Turbulenta.

Como o Vinitanq pode ajudar nesse contexto?

Para minimizar os impactos, é fundamental ter um tanque que considere esses critérios e auxilie, justamente, a manter uma maior circulação de água. Para isso, o Vinitanq pode ser um grande aliado. Ele é um tanque-rede que fica submerso na água e permite uma maior flexibilidade no manejo da produção.

Ele tem diferenciais importantes que podem ser aliados para minimizar os impactos do CVT, entre eles:

  • resistência a intemperismo e raios ultravioleta;
  • facilidade de transporte e manejo;
  • facilita a renovação da oxigenação e remoção de sedimentos;
  • minimiza o estresse sobre os animais;
  • permite observar a qualidade da água com maior precisão.

Por isso, se você quer usar a circulação vertical apenas a seu favor e evitar prejuízos para sua produção, conte com o melhor reservatório! Temos certeza que será o seu grande aliado nessa cultura.

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